O setor da construção civil, que emprega atualmente cerca de 3 milhões de trabalhadores no país, pode perder 556 mil postos de trabalho este ano, conforme projeção do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).Em todo o ano passado, foram cortados 163 mil postos de trabalho.
Em setembro, o nível de emprego no setor recuou 1,76% na comparação com o mês anterior. O percentual foi obtido com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A maior retração para o mês ocorreu no segmento imobiliário (2,35%), seguido pelo de preparação de terrenos (2,04%).
Foi a 19ª queda consecutiva do indicador. Nos últimos 12 meses, o número de demitidos em todo o país somou 490,6 mil trabalhadores.No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, 248 mil postos de trabalho foram cortados.
“Nunca tivemos um ano como este em que a indústria da construção realiza um volume tão grande de demissões nos primeiros nove meses, período em que normalmente o setor contrata. A falta de confiança dos investidores e das famílias, a escassez de lançamentos imobiliários e a ausência de licitações para novas obras de habitação social e infraestrutura sinalizam que a recessão se prolongará no ano que vem”, disse o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. No estado de São Paulo, o emprego caiu 1,26% em setembro, descontada a sazonalidade.
Em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, onde está localizado o Projeto Ferro Carajás S11D, maior empreendimento de mineração da Vale, a expectativa para novos postos de trabalho também não é das melhores.
“O S11D é um projeto muito moderno. Quase tudo será automatizado, com pouca mão de obra”, lamenta Jeová Andrade, prefeito de Canaã dos Carajás.
Além disso, o projeto já está no auge de suas contratações, com empregados trabalhando na implantação da mina e usina, além da duplicação da ferrovia.
Fonte: Agência Brasil

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