Presidente da companhia diz que crise econômica é ‘sem precedentes’. A rede fechou 4 lojas e avalia as operações de um total de 15 unidades.

A rede varejista Marisa informou que decidiu encerrar operações com venda direta (vendas feitas diretamente por consultoras a consumidores) para concentrar esforços da empresa em negócios mais maduros e reduzir custos, diante do aumento do nível de incerteza e da deterioração do cenário econômico atual.

As Lojas Marisa encerraram suas vendas diretas por causa da crise, concentrando as atenções da empresa em negócios mais estáveis e maduros, reduzindo custos e contribuindo para a manutenção da marca num patamar de estabilidade. Estima-se que mais de 5 mil pessoas ficarão desempregadas com o encerramento das vendas diretas.
“A crise econômica enfrentada pelo país, sem precedentes na nossa história recente, foi fator decisivo para descontinuarmos a operação de venda direta”, disse em comunicado o presidente da companhia, Marcio Goldfarb.

A companhia iniciou a atividade de venda direta em 2012, afirma em nota Adalberto Santos, CFO da empresa. “No entanto, a degradação acelerada do ambiente de consumo faz com que o retorno do projeto se torne por demasiado longo”, afirmou. “É importante mantermos o foco na busca de eficiência nas nossas operações mais maduras e ampliarmos a nossa capacidade de geração de caixa”.

A Marisa informou também que foram fechadas 4 lojas e que estuda o fechamento de um total de 15 unidades. A rede mantém atualmente 409 lojas em atividade.

“Chegamos ao final desse ano com elevado grau de incerteza em nosso país. A perspectiva de deterioração ainda maior na atividade econômica talvez seja a única unanimidade em meio a todos, especialistas ou não. Independentemente do que venha a ocorrer, a Marisa está tomando as medidas necessárias para atravessar tal período e continuar sua trajetória de crescimento”, informou a companhia no seu balanço de 3º trimestre.

As Lojas Maria reportou prejuízo líquido de de R$ 26,9 milhões no período entre junho e setembro, o que corresponde a uma perda 46% maior do que a registrada em igual período de 2014.

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