O Vaticano anunciou nesta sexta-feira (6) seu primeiro caso confirmado de coronavírus.

A chegada do covid-19 à cidade-estado aprofunda a situação da Itália, país mais afetado pelo surto da doença fora da China, com 140 mortes registradas.

O caso positivo de covid-19 foi descoberto na quinta (5), informou o porta-voz Matteo Bruni.

Segundo Bruni, a Direção de Saúde e Higiene do Vaticano aplicou “todos os protocolos de saúde previstos”.

O órgão de saúde do Vaticano também informou que suspendeu os serviços ambulatoriais em suas clínicas para higienização, mas manteve o Pronto-Socorro em funcionamento.

A Igreja também suspendeu até o dia 15 de março catecismos dos sacramentos para a primeira comunhão, cursos de preparação para o casamento, retiros e exercícios espirituais, peregrinações e atividades paroquiais em geral, de acordo com o Vatican News.

A Santa Sé também recomendou que “as celebrações sejam feitas ao ar livre” e que os fiéis, na medida do possível, “participem de missas nas igrejas maiores.”

“Permanecem em vigor as indicações de dias atrás: receber a Eucaristia nas mãos, evitar o aperto de mão como gesto de paz e a retirada da água benta”

A Santa Sé também disse que vai estudar outras medidas preventivas contra a doença para não afetar as atividades do Papa Francisco.

O pontífice chegou a fazer o teste para a doença, mas o resultado deu negativo. Francisco se recupera de um resfriado.

No final do mês de fevereiro, o papa cancelou sua participação num evento em uma basílica de Roma por indisposição e tosse.

Francisco não possui parte de um pulmão. Ele sofreu uma cirurgia quando tinha pouco mais de 20 anos, em Buenos Aires, depois de um episódio de tuberculose, de acordo com o biógrafo Austen Ivereigh.