Peritos vistoriam a fazenda Cedro, em Marabá, após invasão

0
517

Casas foram incendiadas e vacas mortas a tiros na noite da última terça, 20.Caso está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários.

Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves vistoriaram na última quarta-feira (21) a área da fazenda Cedro, localizada a cerca de 45 quilômetros do centro de Marabá, no sudeste paraense, que foi alvo de uma invasão na noite da última terça-feira (20).

De acordo com os peritos, quatro casas foram queimadas e três vacas foram mortas a tiros pelos invasores.

“Nós verificamos a presença de acelerantes na parede, então havia substâncias lá que foram utilizadas para provocar essa queima. Em relação aos animais foi possível verificar a presença de entrada de projétil de arma de fogo, isso, de fato, já demonstra que houve sim uma intenção criminosa nessa ação toda”, afirma o perito Pablo Castro.

Funcionários da fazenda contam que um grupo com cerca de de 30 homens entrou na propriedade, expulsou os trabalhadores e começou a atear fogo nas casas.

“Nós estávamos dentro de casa, aí eles começaram a atirar. Aí nós fomos e escutamos eles falando que iam tocar fogo em tudo”, detalha um funcionário, que pede para não ser identificado. Ele revela que naquele momento, com medo, fugiu com a família para dentro da mata.

A polícia trabalha com a hipótese de que integrantes do Movimento Sem Terra (MST) – que há 5 anos ocupam parte da propriedade – tenham participado da ação criminosa. O MST nega qualquer relação com o ataque à fazenda, que estaria com a desapropriação para assentamento em curso, e afirma que a destruição pode ter sido promovida com o objetivo de criminalizar o Movimento.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, que tenta localizar os autores do crime e aguarda o laudo pericial.

O advogado que representa o grupo agropecuário Santa Bárbara, que administra a propriedade, lamenta a ação.

“Uma agressão dessa, um ato de vandalismo é inadmissível com uma fazenda produtiva, que está tendo ainda as famílias ameaçadas. Uma situação dessa que não pode perdurar”, defende o advogado Júlio Valente.

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.