Casas foram incendiadas e vacas mortas a tiros na noite da última terça, 20.Caso está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários.

Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves vistoriaram na última quarta-feira (21) a área da fazenda Cedro, localizada a cerca de 45 quilômetros do centro de Marabá, no sudeste paraense, que foi alvo de uma invasão na noite da última terça-feira (20).

De acordo com os peritos, quatro casas foram queimadas e três vacas foram mortas a tiros pelos invasores.

“Nós verificamos a presença de acelerantes na parede, então havia substâncias lá que foram utilizadas para provocar essa queima. Em relação aos animais foi possível verificar a presença de entrada de projétil de arma de fogo, isso, de fato, já demonstra que houve sim uma intenção criminosa nessa ação toda”, afirma o perito Pablo Castro.

Funcionários da fazenda contam que um grupo com cerca de de 30 homens entrou na propriedade, expulsou os trabalhadores e começou a atear fogo nas casas.

“Nós estávamos dentro de casa, aí eles começaram a atirar. Aí nós fomos e escutamos eles falando que iam tocar fogo em tudo”, detalha um funcionário, que pede para não ser identificado. Ele revela que naquele momento, com medo, fugiu com a família para dentro da mata.

A polícia trabalha com a hipótese de que integrantes do Movimento Sem Terra (MST) – que há 5 anos ocupam parte da propriedade – tenham participado da ação criminosa. O MST nega qualquer relação com o ataque à fazenda, que estaria com a desapropriação para assentamento em curso, e afirma que a destruição pode ter sido promovida com o objetivo de criminalizar o Movimento.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, que tenta localizar os autores do crime e aguarda o laudo pericial.

O advogado que representa o grupo agropecuário Santa Bárbara, que administra a propriedade, lamenta a ação.

“Uma agressão dessa, um ato de vandalismo é inadmissível com uma fazenda produtiva, que está tendo ainda as famílias ameaçadas. Uma situação dessa que não pode perdurar”, defende o advogado Júlio Valente.

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