Em Marabá, PMs são suspeitos de matar soldado do Exército

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Dois soldados da Polícia Militar foram presos acusados de atirar contra o soldado do Exército, Lucas Venícius Moutinho Rosa, de 22 anos, que não resistiu e morreu logo após dar entrada no Hospital. O crime aconteceu na divisa da Folha 22 com a 28, na Nova Marabá, por volta de 1h da madrugada. Identificados como Odirlei Araújo da Silva e Jerry Adriane de Lima Sousa, os policiais negaram que tenham matado o rapaz. Lucas Rosa levou um tiro na cabeça.

As circunstâncias do crime estão sendo investigadas. Quatro horas após a morte do rapaz, os 2 homens apontados como autores foram presos na casa de Odirlei. Ambos foram encaminhados para exame de corpo de delito, no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Em seguida conduzidos para o 4º Batalhão de Polícia Militar.

(Foto: divulgação)

O policial militar Odirlei Araújo da Silva é o principal suspeito de atirar contra a vítima. Com os militares foram apreendidas uma pistola calibre ponto 40 e uma 380, com 9 munições, pertencentes à Polícia Militar. Na manhã de ontem, a família e amigos da vítima estavam em frente à 21ª Seccional para registrar o boletim de ocorrência e cobrar justiça. Segundo o advogado da Associação de cabos e soldados da Polícia Militar, Odilon Vieira Neto, os 2 policiais alegam inocência e, hoje, possivelmente serão submetidos à audiência de custódia.

“Acompanhei os depoimentos e os 2 (acusados) sustentaram que não participaram do homicídio. Vai ser concluído o inquérito policial, a polícia vai investigar melhor e isso vai ser mandado para a Justiça”. O advogado acrescentou que dependendo da decisão, a defesa poderá entrar com as impugnações cabíveis no tribunal de justiça. “Temos que aguardar a audiência de custódia para ver qual vai ser a melhor situação que o juiz vai entender pra esta demanda”, concluiu Odilon.

ALCOOLIZADOS

De acordo com o Coronel do 4º Batalhão de Polícia Militar, Denner Favacho, os 2 soldados da PM estavam sob efeito de álcool. “Os elementos foram suficientes para a autuação, agora cabe ao judiciário decidir se vai mantê-la ou não. Se mantê-la, a gente segue com eles para Belém, onde ficarão custodiados no presídio Anastácio das Neves”, disse o oficial PM.

Vizinhos da vítima não quiserem falar sobre o assunto, mas informaram que Lucas era benquisto na localidade, onde morou desde a infância. Inconsolado, o pai de Lucas conta que o filho estava há 3 anos no Exército. “Só espero que a justiça faça seu papel. A própria polícia era pra nos dar suporte e tiram a vida dos nossos filhos”, disse Alteir Rosa.

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