Professores ficam parados por 51 dias. Aulas deveriam ser repostas aos sábados de junho e até o dia 15 de julho

As aulas dos alunos da rede estadual do ensino deveriam ter sido respostas aos sábados de junho e até o dia 15 de julho. Entretanto, muitas escolas já estão de férias, como é o caso da  Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, no bairro do Marco, em Belém.

A instrução normativa publicada no mês passado pela Secretaria de educação informou que a reposição dos dias parados deveria acontecer da seguinte forma: aos sábados do mês de junho e até o dia 15 deste mês.

Mas a orientação não foi aceita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), segundo eles, enquanto a Secretária de Educação do Estado do Pará (Seduc), mantiver os descontos dos dias parados não haverá aula na maioria das 1.300 escolas do Pará.

Acordo
Alberto Andrade, do Sintepp diz que eles querem repor todas as aulas. “Nossa greve foi justa, legal e necessária para a categoria. Nós queremos repor, mas não podemos aceitar punição por parte do governo de descontar os dias parados. E eles estão provando que não garantem a reposição e os alunos estão mais prejudicados do que já estavam. A cidade precisa cobrar do governo também”, afirma.

A Secretaria de Educação do Pará diz que o desconto é legal. A secretaria adjunta de Educação do Pará, Ana Cláudia Hage diz que a Seduc está cumprindo a legislação. “Inclusive, o Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou na última quinta-feira, 2, pelo desconto da falta dos professores do Pará”, disse.

Alternativa
Enquanto professores e governo não chegam a um acordo os alunos buscam alternativas para não serem ainda mais prejudicados. “Eu pretendo em agosto agora fazer um cursinho pra que eu possa me qualificar mais pra eu estar apto a fazer uma boa prova”, diz Wanderson Silva, aluno que vai prestar vestibular este ano.

 

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