E não é que a Floresta Nacional de Carajás, no Pará, vai ficar mais famosa? Isso porque ela abriga uma das maiores províncias minerais do mundo e também ecossistemas vegetais peculiares, conhecidos como cangas ou campos ferruginosos. Essa peculiaridade chamou atenção de pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), dando origem ao projeto “Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil”. O estudo é o mais recente e sistematizado sobre o ecossistema da região.

A pesquisa foi publicada em uma edição especial da Rodriguésia – Revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma das mais importantes e tradicionais da área de Botânica, principalmente em Taxonomia Vegetal. Este é o primeiro dos três volumes que serão publicados. A publicação contém 55 monografias de famílias botânicas, incluindo 139 gêneros e 248 espécies tratadas.

As monografias incluem descrições taxonômicas, ilustrações, distribuição geográfica e chaves de identificação para os gêneros e espécies. Com a sistematização da informação e o resgate de registros do passado, o estudo deve contribuir para a disponibilização de informação correta e autenticada. As pesquisas aprofundam o conhecimento sobre a distribuição de espécies ameaçadas, endêmicas e raras.

O projeto conta com a colaboração de 74 botânicos taxonomistas do Brasil e de outros países, vindos de 22 instituições nacionais e do exterior. O número total de espécies da flora, que deve ser contabilizado até dezembro de 2017, deve atingir quase 10% das 7.071 espécies referidas para o estado do Pará.

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