Reestruturação promove economia e ampliação dos serviços

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Desde 2013, a Prefeitura de Parauapebas tem trabalhado para aumentar a distribuição de água no município, garantindo sempre a qualidade do produto. O investimento de mais de R$35 milhões garante água a cerca de 180 mil pessoas todos os dias (em 2012, apenas 36% da população tinha acesso ao serviço).

Aos poucos, esse investimento retorna na forma de arrecadação à cidade. Agora reestruturado, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep) arrecadou em janeiro de 2015 cerca de R$680 mil e em julho bateu recorde de arrecadação, mais de R$1 milhão.

De acordo com o diretor administrativo do Saaep, Sérgio Barbosa, a situação mudou com a nova estrutura adotada pela atual gestão. “No passado, recebíamos em torno de R$500 mil por mês. Em julho tivemos a maior arrecadação de todos os tempos”, diz o diretor.

Graças ao uso de um gerador próprio na captação, a autarquia conseguiu economizar R$52 mil por mês. Economia essa que se repetiu com a otimização e redução da frota de veículos próprios que agora conta com apenas 21 carros, contra 31 no passado e na concessão de caminhões limpa fossa, que teve o custo reduzido de R$ 72 mil para R$ 50 mil por mês.

A gestão também está promovendo avanços e realizando monitoramento dos carros pipas para melhor distribuição de água nos bairros com abastecimento alternativo. Montagem de laboratório próprio para análises químicas e biológicas, montagem de pontos de coleta de amostra de água em todos os poços artesianos e reservatórios.

No entanto, há uma grande parcela da população que não paga pelo serviço e por essa razão, o valor que a autarquia tem a receber supera os R$16 milhões. Quantia essa que poderia ser usado para melhorar o abastecimento de água. “Com esse dinheiro o Saaep poderia automatizar todo o sistema, e assim, produzir maior volume de água”, diz Sérgio.

O diretor explica que a interrupção (corte) do serviço é o último recurso do órgão. “Nós entramos em contato, notificamos, procuramos negociar. Mas existem casos que o usuário não quer quitar o débito, é quando notificamos extra judicialmente. Existem pessoas que não pagam pela água há 10 anos”, afirma. Para quem quiser regularizar sua situação junto ao órgão, descontos ou parcelamento da dívida são oferecidos.

Ampliar o fornecimento através de poços artesianos também está nos planos do Saaep. Atualmente, o serviço conta com 95 poços produzindo 1.293m3 de água por hora. Uma planta piloto para testes de filtração está sendo elaborada. Dessa forma, haverá aumento na produção de água sem precisar repotenciar as Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Para outros bairros, o Saaep está desenvolvendo um estudo para implantação de um sistema que irá melhorar a distribuição de água e eliminar o uso de alguns desses poços.

Mas para Sérgio Barbosa o maior problema é mesmo o desperdício. Os 80 milhões de litros de água que o Saaep produz por dia garantem cerca de 200 litros de água diariamente a 400 mil habitantes, número superior aos 180 mil de habitantes da cidade (de acordo com o IBGE). “A média mundial é de 170 de litros de água por pessoa. Se utilizássemos essa quantidade então teríamos água para quase 500 mil pessoas”, garante o diretor.

Texto e Fotos: Ascom PMP

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