Nos primeiros seis meses do ano, já foram contabilizados em todo o Pará, mais de 3200 casos de falta de energia motivados por pipas em contato com a rede elétrica. Um levantamento feito pela Equatorial Pará mostra que a capital, Belém, foi a cidade que registrou o maior número, com 485 casos; seguida de Santarém, oeste do Pará, com 300 casos, e Ananindeua, na Região Metropolitana, com 171 casos contabilizados. O número levanta um alerta, pois a recomendação das autoridades é o isolamento social como principal prevenção contra a Covid-19. 

Nesse contexto de pandemia, é recomendável priorizar brincadeiras em que não seja necessário sair de casa. Além disso, a energia elétrica tornou-se um item ainda mais essencial, principalmente para unidades básicas de saúde, hospitais e residências, e o impacto na interrupção do fornecimento é ainda mais preocupante.

O executivo da área de segurança, Alex Fernandes, alerta para os cuidados que precisam ser tomados. “Sabemos que com a suspensão das aulas, muitas crianças e jovens acabam indo brincar na rua, principalmente com as pipas, por conta da chegada do verão em nosso Estado. Mas é extremamente importante ficar em casa para manter o isolamento social e evitar soltar pipas. A brincadeira precisa ser feita com cuidado para resguardar o fornecimento de energia e principalmente a vida das pessoas”, destaca o executivo.  

ORIENTAÇÕES – A distribuidora alerta para que ninguém tente resgatar uma pipa enroscada na rede, pois além de causar desligamento de energia, o acidente pode gerar vítimas fatais.

-Se as linhas das pipas ficarem presas em um fio elétrico, não deve tentar resgatar. A recomendação sempre é brincar em espaços abertos, em que não exista nenhum cabo de energia. 

-Evite soltar pipas em canteiros centrais das ruas e locais em que existe fluxo de veículos e não utilize “rabiolas”, pois elas podem enroscar nos fios elétricos, podendo ocasionar choque.

– Jamais utilize cerol, linha “chilena” ou papel alumínio na confecção da pipa, pois estes materiais podem provocar curtos-circuitos e colocam em risco à vida de quem brinca e de pessoas que circulam pelo local.