A Prefeitura de Marabá, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), e a mineradora Vale realizaram nesta sexta-feira (13), no Bairro Nossa Senhora Aparecida – antiga Invasão da Coca-Cola -, o Dia “D” do Projeto Rede de Trocas. Na ocasião, pessoas comunidade trocaram materiais recicláveis por vale-compras que podiam ser utilizados em comércio daquela localidade. Cento e cinquenta famílias foram beneficiadas e encheram dois caminhões com papelão, vasilhames de vidro, garrafas pet, ferro, panelas velhas, cobre e latinhas de alumínio.

O projeto teve duração de dois meses com a finalidade de levar à população conscientização ambiental quanto ao descarte de resíduos sólidos. Nesse período a comunidade participou de palestras educativas, oficinas de compostagem para a horta da escola do bairro, onde as crianças aprenderam a reutilizar o lixo orgânico e exibição do filme Lixo Extraordinário.

O Projeto Rede de Trocas envolveu ainda a união entre a Pastoral da Criança, associações de bairro e o comércio local. A proposta busca atingir dois pontos fundamentais: conscientizar e aquecer a microeconomia e buscar bem-estar e saúde.

Apesar do Bairro Nossa Senhora de Aparecida ser a sede do Projeto-Piloto, a ação beneficiou também moradores da comunidade vizinha, o Bairro Araguaia – antiga Invasão da Fanta.

De acordo com a engenheira ambiental Laís Coelho, coordenadora do Departamento Ambiental da Semsur, a partir dos resultados positivos verificados nesses dois bairros, o Projeto Rede de Trocas irá se expandir para outros bairros: “A ideia é fazer com que as pessoas percebam que o que parecia lixo, em verdade é mais uma forma de ganharem dinheiro, além tirar a sujeira das ruas. Não esperávamos tanta gente, estamos felizes em ver que está dando certo”, comemorou ela.

O comerciante que adquiriu todo o material reciclável, conhecido como Oliveira, como contrapartida, vai doar um bebedouro à Pastoral da Criança. Outra ação igual deve ocorrer no prazo de duas semanas.

A proposta teve boa aceitação pela população que compareceu em peso ao local com carrinhos de mão, sacos e caixas repletos dos mais diversos materiais recicláveis.

A dona de casa Deuzileia Sousa, moradora do Bairro Araguaia, mãe três filhos, disse que estava feliz: “É uma coisa muito boa porque a gente mobiliza as crianças a cuidarem da natureza”, declarou ela, afirmando que iria dar os vale-compra aos filhos, pois partiu deles a iniciativa de recolher o material.

Outra moradora do bairro, Maria da Luz, também mãe de três filhos, estava muito animada. Desempregada, ela disse que o vale-compra seria uma boa ajuda para alimentar a família.

Já Erenilde Melo, mãe de duas crianças, classificou a iniciativa como ótima: “É uma forma de conscientizar algumas pessoas a limparem o próprio quintal. Antes, elas queimavam o lixo, agora já sabem que podem trocar por alimento”.

Texto: Paula Sena

Fotos: Dinho Aires

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