BID vai desenvolver projeto piloto em Parauapebas para diminuir perdas de água

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Durante os estudos para o desenvolvimento do Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (PROSAP), os especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) levantaram, preliminarmente, que há em torno de 70% de perda de água na rede de abastecimento do município.

Boa parte dessa perda é decorrente de vazamentos subterrâneos de difícil detecção pelas equipes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (SAAEP). Esse problema implica diretamente no atendimento à população, causando falhas no abastecimento de água em alguns bairros.

Diante desse contexto, o BID elegeu Parauapebas para ser o município piloto de um projeto que será desenvolvido pela primeira vez na América Latina. O projeto conta como parceiro Israel e vai disponibilizar tecnologia para a detecção desses vazamentos subterrâneos. Com a localização exata dos pontos, a equipe do SAAEP terá mais eficiência para fazer as manutenções e os reparos necessários na rede.

“Vamos oferecer uma tecnologia inovadora para pesquisa de vazamentos invisíveis, com custos bem baixos e velocidade rápida, em pouco tempo será possível fazer uma varredura em toda a cidade”, informou Gustavo Méndez, chefe da Missão do BID em Parauapebas, durante visita realizada na segunda semana de junho.

“Vamos investir nesse piloto U$ 90 mil. Não haverá custos para o município. O objetivo é testar a tecnologia, avaliar os resultados e logo após preparar uma guia de execução a toda a rede de distribuição do programa (PROSAP) e, consequentemente, também à rede da cidade de Parauapebas”, acrescentou Gustavo.

“Essa é uma parceria entre o BID e o governo de Israel para a implantação de tecnologia que visa diminuir as perdas de água. Parauapebas aderiu recentemente ao programa. A perspectiva é que a gente comece a trabalhar em agosto, com a contratação de consultorias pelo BID, indo até fevereiro do ano que vem. O BID entrará com os estudos e a tecnologia, nós entraremos com os reparos físicos na rede. O grande objetivo é combater essas perdas físicas e invisíveis e melhorar o volume de água.”, informou Cleverland Carvalho, Coordenador de Projetos Especiais e Captação de Recursos da Prefeitura de Parauapebas.

Texto: Karine Gomes

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