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Titular da Sempror quer consolidar modelo econômico de desenvolvimento para agricultura familiar

Pensar em um modelo de desenvolvimento onde a produção rural se torne protagonista do impulsionamento da economia local pode ser um verdadeiro desafio em um município onde a mineração é o centro das atenções. Milton Zimmer, 55 anos, novo titular da Secretaria de Produção Rural (Sempror), foi designado justamente para alcançar esse objetivo durante o mandato em vigor do prefeito Darci Lermen.

E não foi à toa que Zimmer foi direcionado a uma pasta com tanta expectativa de ascensão. Graduado em Filosofia, Administração de Empresas e especialista em Gestão Cooperativista, o gaúcho, que já vive em Parauapebas há 29 anos, entende bem de agricultura familiar por ser filho de agricultor e defender o cooperativismo e o associativismo, como modelo de participação social efetiva.

“Acredito que o trabalho em equipe propicia avanços e desafia a todos exercer e se empenhar na sua atividade. Enquanto defensor da produção familiar, acredito na relação econômica com a questão ambiental. É preciso, cada vez mais, garantir geração de renda com qualidade de vida, isso só é possível quando há sintonia do homem com a natureza”, explica o secretário. 

Em seus primeiros dias na pasta, Zimmer se concentrou em construir um plano coletivo com sua equipe técnica e dialogar a reestruturação da Sempror, que passa a trabalhar com programas focados na fruticultura, apicultura, criação de pequenos animais e outras cadeias. Atualmente são mais de três mil produtores cadastrados na secretaria e mesmo assim o município ainda não domina uma linha de produção específica.

“O grande desafio posto é avançarmos de forma significativa no desenvolvimento da agricultura familiar, consolidando um modelo capaz de gerar renda para as famílias e de definir um norte de produção, uma marca produtiva, ou seja, dar uma cara para o setor de produção agrícola da nossa cidade”, salienta.

Outra meta definida em seu planejamento é trabalhar a verticalização da produção, como no caso da matriz leiteira, onde há produção, mas não existe um projeto voltado para o beneficiamento ou industrialização. “É preciso pensar na cadeia como um todo, contribuir na produção familiar e, ao mesmo tempo, agregar valor ao produto com o processo de industrialização”, aponta.

No futuro de Parauapebas, Zimmer enxerga uma cidade mais humanizada e com um maior sentimento de pertencimento entre a população, o que será resultado da abertura de possibilidades que o município vai proporcionar. “Na gestão do nosso prefeito Darci, vamos avançar muito na perspectiva de ser uma cidade de oportunidades, de ser referência em vários setores e poder contribuir para o desenvolvimento regional”, finaliza.

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