Entre os dias 27 e 29 deste mês, uma equipe da Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur) vai percorrer hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Parauapebas para o cadastramento previsto na Lei Federal nº 11.771/08, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo.

        O cadastramento é obrigatório, precisa ser feito a cada dois anos e vai servir para orientar e informar a prefeitura sobre a situação do atendimento turístico em Parauapebas. “O que nós sabemos é que apenas um estabelecimento tem selo de qualidade no turismo aqui no município e precisamos mudar isso”, diz Isaías de Queiroz, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), uma das pastas responsáveis em alavancar o turismo em Parauapebas.

        O momento econômico do País não anima investimentos no setor, mas Isaías de Queiroz considera que é preciso começar a dar passos importantes e preparar Parauapebas para ser polo de turismo no Pará. “Potencial nós temos e muito grande. Só precisamos saber investir e como investir”, frisa o secretário.

        Um desses passos é fazer com que os setores ligados ao turismo se conscientizem da importância de manter ou melhorar a categoria para oferecer conforto e receber bem as pessoas que visitam ou desejam conhecer a cidade. “Com o cadastro, com o selo podemos participar de programas do governo federal e podemos obter financiamentos para o turismo. Sem isso, não conseguiremos captar recursos para o setor”, diz Isaías de Queiroz.

        Com o cadastro, os estabelecimentos entram no Cadastur e aparecem no mapa de regionalização do Ministério do Turismo, que é visitado por turistas de todo o planeta.

1º WORKSHOP DE TURISMO DE PARAUAPEBAS

O governo municipal, diz o secretário, já vem trabalhando para traçar uma política turística local. No dia 16 deste mês, realizou o 1º Workshop de Turismo de Parauapebas, comandado por Mari Sato, presidente e fundadora do startup tupiniquim.com, que é renomado em divulgação do turismo internacional.

        A tupiniquim.com é uma plataforma que oferece experiências turísticas para o mundo tudo, especialmente para o público chinês. E faz isso de forma bem diferente porque não se resume a apresentar e vender um produto. Se a plataforma apresenta a Cooperativa Mulheres de Barro para o mundo turístico, por exemplo, vai mostrar todo o processo de confecção dos artesanatos, desde a retirada da argila até a produção das peças. E ainda incentiva o turista a produzir a sua própria arte.

Mari Sato se surpreendeu de forma positiva e negativa com Parauapebas. Positiva ao constatar o imenso potencial turístico do município, e, negativa, por não ver o setor sendo explorado. A consultora animou os participantes ao falar sobre o que pode ser feito para aproximar o mercado consumidor das ofertas turísticas.

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