No mesmo período de 2013, resultado negativo havia sido ainda maior, de 14,867 bilhões de reais.

A mineradora Vale registrou prejuízo líquido de 4,76 bilhões de reais no quatro trimestre de 2014, com preço do minério de ferro despencando no mercado internacional, perdas cambiais, em derivativos e baixas contábeis de ativos, informou a empresa nesta quinta-feira. No mesmo período de 2013, o prejuízo, porém, havia sido maior, de 14,86 bilhões de reais.

Em 2013 a empresa teve elevados gastos com o pagamento de tributos federais, mas aumentaram ante o terceiro trimestre do ano passado, quando o prejuízo líquido somou 3,38 bilhões de reais, com a queda do preço do minério de ferro decorrente do crescimento da produção das grandes mineradoras, incluindo a própria Vale.

No quarto trimestre, o preço médio de venda do minério de ferro (fino) ficou em 61,57 dólares por tonelada, quase metade do valor visto no mesmo período de 2013, de 118,77 dólares por tonelada.

O Ebitda ajustado da companhia, importante indicador da geração de caixa, somou 5,57 bilhões de reais no quarto trimestre, ante 15,15 bilhões no mesmo período de 2013, diante da forte queda nos preços internacionais do minério de ferro, o principal produto da empresa.

No caso da receita operacional bruta, no quarto trimestre ela caiu para 23,54 bilhões de reais – um ano antes havia registrado 30 bilhões de reais. Na comparação com o terceiro trimestre, houve aumento de 12%, principalmente pelo maior volume de venda de minério de ferro e pelotas, parcialmente compensado pelos menores preços dos produtos.

No quarto trimestre, as vendas para a Ásia, em relação ao total de vendas, aumentaram de 49,3% no terceiro trimestre para 52,1% no quarto, enquanto as vendas para as Américas, Europa e Oriente Médio diminuíram. As vendas para a China representaram 33,6% da receita total no quartro trimestre.

O resultado líquido da Vale também foi afetado por variações monetárias e cambiais em 3,22 bilhões de reais; perdas nos swaps de moeda e taxa de juros (1,36 bilhão de reais); baixas contábeis de ativos (983 milhões de reais), especialmente ativos de fertilizantes no Brasil devido a condições de mercado desfavoráveis, entre outros, segundo o comunicado.

 

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