A onda de assaltos vem crescendo nos últimos 30 dias, devido à ausência da polícia que, só aparece horas depois do ocorrido. Acionar a força policial em Parauapebas é algo impossível, pois o serviço 190 é atendido por Marabá que, segundo a atendente, passa rádio para o quartel de Parauapebas e quando a providência policial chega não encontra mais nem a vítima para reclamar.

Sabe-se que furtos e assaltos são indicadores do tráfico, pois estes acontecem para alimentar o vício de pessoas que os cometem para trocar por drogas ou vender a qualquer preço para compra-las. Com isso pode-se afirmar, também, que o tráfico em Parauapebas tem crescido nos últimos dias.

A delegacia de Parauapebas é outro lugar que a população não vem mais procurando, pois devido a constante falta de sistema torna impossível registrar B. O. (Boletim de Ocorrência).

Outro agravante na delegacia de polícia civil em Parauapebas é a falta de servidores, parte deles cedidos pela prefeitura, e os poucos que ali estão não possuem qualificação e preparo suficiente para o devido relacionamento com a população. “Desisti, depois de ir várias vezes e não ser atendido”, reclamou seu Ricardo Martins, que desistiu de denunciar um crime que, segundo ele, bem poderia ter sido evitado.

Nos últimos 30 dias o caso vem sem agravando e até a imprensa tem tido dificuldade para noticiar os crimes, pois o novo delegado diretor da 20ª Seccional de Polícia Civil vem cerceando profissionais de imprensa de exercer suas funções. Fato que tem ocorrido com vários repórteres que não recebem a devida informação sobre os presos apresentados ou os detalhes sobre respectivos crimes praticados.

Ao que parece, o novo diretor não tem a intenção de levar à população, de forma transparente, a ação da polícia o que pode caracterizar camuflagem das informações.

Só resta esperar que alguma autoridade política leve a voz da população à Secretaria de Estado de Segurança Pública e essa tome providencias quanto à condução dos comandantes das polícias civil e militar no município.

Agravante – Com o crescimento populacional em Parauapebas o número de bairros periféricos vem surgindo sem que sejam notados pelos órgãos de segurança pública que não tem planejado ações ou estrutura para assisti-los.

Exemplo claro o número de delegacias que, por ser apenas uma, não atende a contento a demanda da população que submetida ao total descaso se sente desprotegida quando precisa recorrer à força policial. “Rondas ostensivas quase não se vê”, afirma dona Bernadete Toledo, moradora do complexo VS 10, que se diz apreensiva até que seu filho, Jaime, chega da escola no período noturno.

Francesco Costa – Da redação do Portal Noticias de Parauapebas

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