Nada menos de 16.401 trabalhadores foram demitidos este ano em Marabá (de janeiro a outubro), ao passo em que 14.638 foram contratados. Esse fluxo revela que o saldo até aqui é de 1.763 desempregados. No mesmo período de 2014, esse saldo era quase o mesmo: 1.742 demitidos. Ou seja, desde o ano passado que Marabá já vinha sofrendo com o desemprego, embora somente agora o discurso da chamada crise esteja circulando mais fortemente.

E embora o mês de outubro deste ano tenha registrado saldo de 403 desempregados (1.086 admissões contra 1.489 desligamentos), o mês de outubro do ano passado foi ainda pior. Naquele mês em que ocorreram as eleições foram demitidos nada menos de 3.105 trabalhadores em Marabá e contratados apenas 1.633.

Isso ocorreu porque muitas das obras de construção civil, que seguiam a todo vapor naquele ano, paralisaram. Foram contratados apenas 222 trabalhadores e demitidos 1.768, restando saldo de 1.546 desempregados. Já no mês de outubro deste ano, a construção civil voltou a ser a vilã do desemprego, mas com números bem mais modestos. Foram desempregados 369 e demitidos 166, gerando saldo de 203 trabalhadores no olho da rua.

Mas outros setores também andaram em baixa neste mês de outubro. O comércio, por exemplo, demitiu bastante: 453 trabalhadores foram contratados, enquanto 561 foram mandados embora, saldo de 108 empregos a menos. Um pouco pior ainda foi a situação do setor de serviços, que demitiu nada menos de 371 pessoas e contratou apenas 222, ficando com 149 postos de trabalho a menos.

Os números do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que no mês passado, a média diária de demissões foi de 48 pessoas. Ou seja, dois trabalhadores pegaram as contas a cada hora no mês passado.

Por outro lado, os setores extrativo mineral e da indústria de transformação tiveram mais contratações do que demissões, mas os números reais foram irrisórios e não ajudaram muito a melhorar o índice de empregos.

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