Moradores de Parauapebas estão preocupados com o aparecimento de grande quantidade de caramujos africanos  próximos às residências de alguns bairros do município.

Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante.

A contaminação com as doenças causadas pelo caramujo pode acontecer ao ingerir sua carne mal cozida, entrar em contato direto com suas secreções, já que elas estão repletas de parasitas, ou comer alimentos contaminados com estas secreções. No caso da esquistossomose, a pessoa pode não ter nenhum contato direto com o caramujo, mas ao entrar em águas poluídas, pode ser infectado, desenvolvendo vermes intestinais.

Em Parauapebas, moradores dos bairros Liberdade, Rio Verde, Primavera e União entraram em contato com a redação do Portal Noticias de Parauapebas e relataram a grande quantidade de caramujos nos respectivos bairros, com uma maior frequência em áreas próximas a rios.

Moradores pedem nas redes sociais, dicas de como eliminar a praga.

“ Morro de medo do contato com esse molusco, quando aparece muito no quintal nem deixo meu neto sair para fora de casa” relata Joana Carvalho moradora do bairro Liberdade II.

O caramujo africano foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.

Pablo Oliveira do Portal Noticias de Parauapebas

Comentários