Elas estudam os sons da Amazônia ou se dedicam a decifrar o genoma de espécies chaves da biodiversidade de Carajás. Na data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro), Gisele Nunes e Tereza Cristina Giannini, pesquisadoras do Instituto Tecnológico Vale (ITV), são exemplos de mulheres que atuam para a difusão do conhecimento e para a conservação da biodiversidade.

Gisele é pesquisadora em bioinformática. Ela utiliza plataformas de sequenciamento de DNA de última geração, capazes de gerar todo perfil genético de uma espécie em um único dia. O trabalho contribui para a compreensão dos processos biológicos das plantas/animais e sua relação com o ambiente, o que auxilia nos estudos de conservação e evolução.

Para ela, o maior desafio é traduzir gigabytes de dados genéticos em informações biológicas.  “É uma profissão que exige muito conhecimento e dedicação independente do gênero. Porém, ser mulher nessa área é um diferencial”, conta a pesquisadora.

Também pesquisadora do Instituto Tecnológico Vale, Tereza Giannini diz que “quer fazer parte de soluções para conservar o meio ambiente” e que é daí que vem a sua motivação. Em um dos seus projetos atuais, ela se dedica aos estudos da zoofonia, quer dizer, ela estuda os sons que os animais produzem com suas vocalizações. Ela também estuda plantas que podem atrair as aves e abelhas, que fazem a dispersão de sementes e a polinização, o que contribui com o sucesso na restauração de áreas pós-mineração.

Para ela, a pesquisa científica é fundamental para a vida. “O ser humano é indissolúvel da biodiversidade. Nós dependemos da natureza para obter vários benefícios que mantêm a vida no planeta, como ar puro, água potável, clima estável e alimentação, por exemplo. Então, a pesquisa científica nessa área é muito importante para ajudar nas tomadas de decisão, que visam conservação e restauração do meio ambiente e o bem-estar humano”, conclui Tereza.

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