Um valor que deverá garantir aos comerciantes a certeza de vendas no varejo além do recebimento de dívidas contraídas em compras a créditos. O montante repassado aos trabalhadores é a certeza também da manutenção de empregos e a geração de outras vagas, pois com dinheiro na mão a população sai às compras no comércio varejista local.

Essa conta foi fechada graças ao acordo coletivo feito entre a mineradora Vale S. A. e os mais de 13 mil trabalhadores das minas nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Ourilândia do Norte, representados pelo Sindicato METABASE CARAJÁS, que possibilitará o recebimento de R$ 7.100,00 (Sete mil e cem reais), valor que deverá ser pago no dia 18 deste mês, mesma data em que os trabalhadors recebem o 13º salário.

O montante foi detalhado da seguinte forma: R$ 4.660,00 abondo extraordinário; R$ 1.200,00 valor compensatório; R$ 620,00 depósito de 13º de Vale Alimentação; R$ 620,00 depósito de 14º de Vale Alimentação extraordinário.

O abono significa um aquecimento de R$ 92 milhões que somados aos R$ 15 milhões referentes ao 13 salário ultrapassa a marca dos R$ 100 milhões. Além dos trabalhadores efetivos da Vale receberão os mesmos abonos os jovens recém contratados no Projeto S11D no município de Canaã dos Carajás.

Outros benefícios – Além do abono foram garantidos outros direitos, entre eles, o reembolso de cursos técnicos, tecnólogos e superiores; o atendimento médico e o vale alimentação. Trata-se das garantias sociais que garantem o funcionamento de clínicas e hospitais além de escolas e universidades. Já a garantia financeira ampara o comércio varejista, pois os salários e vales fomenta as vendas nas lojas e supermercados. Há ainda a garantia de segurança e a esta inclui os EPI’s e uniformes disponibilizados aos trabalhadores.

Trocando em miúdos – O abono foi aprovado pelos trabalhadores das minas da Vale em todo o Brasil reunidos em assembleias. Em Parauapebas as assembleias aconteceram no clube Docenorte em Carajás e no Clube Sossego em Canaã dos Carajás nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, onde os trabalhadores entenderam que o abono, se dividido pelos 12 meses, significa uma fatia de R$ 591,80, que será recebido de uma só vez podendo assim ser ainda melhor aplicado. “Para a Vale não é um bom momento para se falar em reajuste; e para o trabalhador assusta falar em demissões. Por isso, esta foi a melhor medida, pois assim todos os empregos são mantidos e a Vale não se sente sufocada com um aumento nos gastos”, explicou Raimundo Amorin (O Macarrão), presidente do METABASE CARAJÁS, entidade que representa a categoria nos municípios do Pará onde se pratica a mineração industrial.

Francesco Costa – Da redação

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