Desde o ano passado a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Curionópolis tem desenvolvido ações preventivas e de controle da Leishmaniose, ou Calazar como também é conhecida a doença transmitida pelo mosquito palha e que tem fortes sinais de surto nos municípios da região de Carajás.

Todo o protocolo do Ministério da Saúde para diagnóstico e tratamento da doença, que atinge humanos e animais, em especial cachorros, é realizado pela Semsa. O departamento de Vigilância em Saúde faz monitoramento constante e tem recebido a demanda da população que chega à Semsa com suspeita da doença.

A equipe de agentes de endemias participou de capacitação no ano passado, ministrada pela Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), em Parauapebas, e desde então as ações preventivas e de combate tem se intensificado, com visitas diárias às residências onde os moradores são orientados quanto à prevenção, sintomas e tratamento da doença.

“Nos reunimos ontem (19) com o Ministério Público e um dos encaminhamentos foi a realização de uma audiência pública, no mês de março, para sensibilizar a população quanto a necessidade de todos contribuírem com a prevenção, principalmente com a manutenção da limpeza dos seus quintais, evitando assim condições para o criadouro do mosquito”, destacou a titular da Semsa, Kelma Oliveira, acrescentando que durante o evento será explicado para a população com funcionará o canil público, que será criado para atender animais de rua.

“O Conselho de Saúde tem acompanhado as ações da Semsa e comprova que desde o ano passado, quando começou a se falar mais em Leishmaniose na região, uma equipe de monitoramento foi montada e treinada. Temos nos reunido e acompanhado os casos diagnosticados. Também fomos informados pela secretária de que o município contará com o apoio profissional de um médico veterinário concursado para ajudar nos trabalhados da Vigilância em Saúde”, destacou o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cleuton de Sousa Moraes.

Tratamento

A Leishmaniose Visceral, que é o caso mais complicado da doença, pode atacar diversos órgãos internos, de maneira sistêmica, e em especial o fígado, o baço e a medula óssea, e é mais comum em crianças até 10 anos.

Seus principais são: febre irregular e prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e das mucosas; perda de apetite e de peso; inchaço abdominal, que são causados pelo aumento do fígado e do baço. Em estágios mais avançados da doença outros sintomas podem aparecer, como tosse, diarreia, respiração acelerada, problemas cardíacos e circulatórios, hemorragias e infecções associadas.

Assim que ocorre a suspeita da doença, é importante procurar uma Unidade de Saúde, o médico irá recomendar exames laboratoriais que irão diagnosticar a leishmaniose. Com o diagnóstico em mãos será prescrito um tratamento medicamentoso, além de repouso e uma boa alimentação.

Vale lembrar que é importante o diagnóstico rápido da doença, pois a evolução da doença, em especial da leishmaniose visceral, pode levar a morte.

Prevenção 

A colaboração da população é fundamental para vencer a doença, tendo em vista que o mosquito transmissor se reproduz em lugares com acúmulo de lixo e em restos de alimento, é importante que todos mantenham seus quintais e residências sempre limpos.

Além disso, é importante também: realizar a dedetização do imóvel assim que os agentes de saúde notificarem sobre a presença do agente causador na região; aplicar repelente contra insetos na pele sempre que estiver em regiões de mata, e principalmente em locais com foco da doença; usar telas protetoras nas janelas e portas, e mosquiteiros ao redor da cama, principalmente nos berços das crianças.

Outra medida que infelizmente deve ser tomada é a eliminação de cães que tenham diagnóstico positivo da leishmaniose visceral, já que eles podem transmitir a doença para o ser humano. A eutanásia dos animais é prevista na Portaria do Ministério da Saúde 1.138 de 25 de maio de 2014, que trata do Controle de Zoonoses.

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