Trabalhadores no Comércio querem redução na jornada de trabalho

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“A jornada de trabalho de 40 horas semanais já é realidade em Belém. ” Afirmações de Caetano Rocha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados em Belém. Ele esteve presente na Assembleia dos trabalhadores do comércio em Parauapebas ocorrida na noite de sábado, 23, promovida pelo SINTRACPAR (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Parauapebas). “Isso significa mais geração de empregos, e é isso que precisamos em tempos em que tanto se demite”, mensura ele, dizendo que o banco de horas é outro ponto negativo para os trabalhadores.

A redução da jornada de trabalho está entre as propostas apresentadas aos comerciários em todo o Estado; além de que as primeiras duas horas extras diárias de segunda a sábado tenham adicional de 70%; já as horas extras nos domingos e feriados, deverão ser negociadas com o sindicato da categoria. O reajuste salarial de 15% é outro importante ponto da pauta apresentado na mesma assembleia, e se aprovado elevará o salário de R$ 975,00 para R$ 1.200,00 a partir de 1º de março. O ticket alimentação, na proposta do sindicato, deve subir de R$ 130,00 para R$ 260,00; e o quebra de caixa de R$ 40,86 para R$ 100,00.

As propostas de reajustes discutidas entre os diretores dos sindicatos dos comerciários foram trazidas, em assembleia, aos trabalhadores na sede do SINTRACPAR, e contou com a presença do presidente da FETRACOM (Federação dos Trabalhadores no Comércio do Pará e Amapá), deputado estadual José Francisco. De acordo com ele, existem no Estado com carteira assinada, cerca de 400 mil trabalhadores no Comércio, e não foram essas pessoas quem fabricaram a crise. “Ao contrário, são estes trabalhadores quem lutam contra a crise, vendendo os produtos expostos pelos patrões. E agora é hora do reconhecimento pelos seus esforços e dedicação”, explica Zé Francisco, detalhando que a crise é ética, política e econômica, não sendo nenhum desses motivos alegação para que os trabalhadores não garantam seus salários.

Outra alegação mostrada por ele é o aumento real dos produtos de consumo, e cita a gasolina, a cesta básica, os medicamentos, a energia elétrica, o vestuário etc. “Iniciamos esta campanha salarial dizendo: nós lamentamos a crise, mas não podemos pagar por ela. É importante que os empresários entendam isso, que queremos ajudar as empresas, mas precisamos de nossos salários reajustados e nossas condições de trabalho melhoradas”, concluiu.

Adenilton Alves de Freitas, presidente do SINTRACPAR, diz que há resistência da parte patronal em reajustar salários e outros benefícios, sob a alegação da crise que vive o comércio, mas acredita que a negociação será justa. “O que estamos solicitando não é muito, diante da inflação que ultrapassou os 11%; mostraremos por A+ B que os trabalhadores necessitam deste reajuste”, explica Freitas, detalhando que além do reajuste salarial as demais reivindicações precisam ser aprovadas. Ele diz que já tem boa sinalização dos patrões que entendem a necessidade de os empregados ter os demais benefícios.

Outro benefício existente na proposta é o Adicional por tempo de serviço que ocorria a cada Triênio e agora, de acordo com a pretensão do sindicado, deve ser a cada ano, sendo que ao invés de 3% a cada triênio, seja de 1% a cada ano; além dos Planos de saúde e odontológico.

Se aprovado, este será o maior reajuste já recebido pela categoria que em 2014 conseguiu 7%, quando o salário subiu de R$ 840,00 para R$ 900,00; e de 8% em 2015, quando salário subiu de R$ 900,00 para R$ 975. Outra conquista considerável será dobrar o ticket alimentação de R$ 130,00 para R$ 260,00.

A campanha salarial é unificada e, se aprovada, contempla trabalhadores no comércio em todo o Estado a partir de 1º de março deste ano, 2016. A negociação em cada Município é feita entre o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e o sindicato patronal, porém como na maioria dos municípios não tem entidade patronal representativa é feita através da Federação Patronal em Belém.

Francesco Costa- Da redação

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