CAIU 9 POSIÇÕES: Prefeitura de Parauapebas perde importância entre as maiores

0
370

Ela é rica, dona de uma das maiores capacidades de investimento do Brasil, mas está perdendo o fôlego. A Prefeitura Municipal de Parauapebas (PMP) está desacelerando e saindo de cena, embora sua receita em 2014 tenha rompido a marca do bilhão (precisamente R$ 1,04 bilhão).
A receita da prefeitura do 35º mais rico município brasileiro em termos de Produto Interno Bruto (PIB) estava na 50ª colocação nacional em 2012 e subiu à 40ª posição no ano seguinte. Mas em 2014 voltou a cair, desta vez para a 49ª colocação. É o que mostra o Anuário MultiCidades 2016, cujos dados, cruzados com os do Portal da Transparência, apontam para outra queda na arrecadação agora em 2016.
A derrocada se deve exatamente ao oposto do que ocorreu no vizinho Marabá: baixa na cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), que vai se acentuar e empurrar ainda mais Parauapebas para trás no ranking.
Em 2014, a prefeitura fez cálculos de receber R$ 526 milhões de royalties de mineração pela lavra da multinacional Vale nas minas da Serra Norte de Carajás, mas deu com os burros n’água. Isso porque só foi compensada com R$ 247,5 milhões – ou seja, menos da metade do que pretendia. A Vale pagou tudo direitinho, conforme o que lavrou; a prefeitura foi quem exagerou na ambição e não se deu conta de que o mercado de commodities é como uma roda-gigante, e 2014 prenunciou o giro da roda para baixo, notadamente por conta da queda do preço do minério de ferro.
Devido a isso, a diferença entre o orçamento previsto (R$ 1,32 bilhão) pela Prefeitura de Parauapebas e o arrecadado (R$ 1,04 bilhão) foi gritante – e, sim, foi para menos. Esse fato prejudicou Parauapebas, também, no comparativo com os demais municípios brasileiros.
Como consolo, e apesar dos percalços, a prefeitura continua com capacidade de investimento invejável: R$ 340 milhões em 2014 e 12º melhor desempenho nacional, à frente da maioria das capitais, inclusive Belém, que naquele ano tinha R$ 175 milhões para investir, praticamente metade do potencial de Parauapebas.
Em 2014, a PMP se destacou positivamente por investimentos agressivos em duas áreas básicas: educação (R$ 292,3 milhões e 43º lugar no ranking) e saúde (R$ 209 milhões e 75º lugar).
No ano passado, contudo, a diferença entre a receita prevista (R$ 1,34 bilhão) e a efetivamente arrecadada (R$ 931,8 milhões) voltou a acentuar-se. Este ano, a estimativa da receita prevista foi racionalmente rebaixada para R$ 1,03 bilhão, mas a julgar pelo arrecadado até o momento (R$ 263,7 milhões) deverá ficar na casa dos R$ 840 milhões.

Fonte: André Santos

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.