A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou nesya quarta-feira (22) que irá ampliar a vacinação contra a febre amarela. O anúncio foi feito pelo governo do estado após a confirmação da morte de um menino de 11 anos por febre amarela, em Alenquer, no oeste do Pará.

A Sespa informou que o Pará dispõe de 309.070 doses de vacina contra a doença e que, amanhã (23), o Ministério da Saúde deve enviar remessa de 100 mil doses para atender os municípios na região de influência dos casos. A secretaria também comunicou que deve intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, capaz de contaminar o homem com o vírus que causa a doença, com a borrifação no entorno de casas. Outra medida inclui a capacitação de equipes de saúde para o manejo clínico e a abordagem de pacientes.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (22), o secretário Vitor Mateus anunciou o pacote de medidas emergenciais para atender a zona rural incluída no raio de até 30 quilômetros do local onde morreu um macaco com a febre amarela. “A população pode ficar tranquila que há vacina para todos. Lembrando que a prioridade é para quem mora na zona rural, já que a febre amarela é uma doença de áreas de floresta”, afirmou. As ações no interior do estado têm apoio das prefeituras.

Registros
Uma outra morte, de uma criança de 10 anos, na madrugada desta quarta (22), foi considerada caso suspeito, assim como um rapaz de 23 anos internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Regional de Santarém. Até a próxima sexta-feira (24), saem os resultados para confirmar ou descartar a doença nesses dois pacientes.

Segundo o Sistema Nacional de Notificação de Agravos (Sinan), fonte oficial no país sobre doenças endêmicas, seis macacos com febre amarela morreram no Estado este ano. Os casos ocorreram em Belém, Marituba, Alenquer e três deles em Rurópolis.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Zoonoses da Sespa, veterinário Fernandes Esteves, apontou que foram registrados onze casos de 2007 a 2016, com cinco mortes, nas cidades de Parauapebas, Novo Repartimento, Tailândia, Alenquer e Breves. Segundo ele, em 2017, são onze casos suspeitos, com dez descartados e um confirmado.