Terminou sem sucesso a reunião entre o Sindicato dos Bancários do Pará e o Banco do Estado do Pará (Banpará) nesta terça-feira (20). Uma nova mesa de negociação será aberta na manhã desta quarta-feira (21). Independente da proposta a ser apresentada pelo banco, uma assembleia com os servidores está convocada para às 17h.

Segundo o Sindicato, o principal impasse na mesa aberta hoje foi em torno do Plano de Cargos e Salários (PCS).

“Vários pontos em debate estão em impasse entre a patronal e a categoria. O banco deve entregar o documento com a proposta na reunião de amanhã”, afirmou o Sindicato através de sua assessoria.

Os bancos públicos possuem mesas específicas de negociação que tratam de causas coletivas, no entanto, todos são regidos pela convenção de trabalho da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Na tarde de hoje, a Fenaban apresentou uma proposta de reajuste de 7,5% de reajuste que foi rejeitada pelo comando nacional da greve.

Ainda segundo o Sindicato dos Bancários, os representantes do Banpará que estiveram no encontro de hoje afirmaram que deverão seguir o acordo da Fenaban, mas nada impede que a proposta apresentada pelo banco seja apreciada e aprovada pelos servidores, o que pode por fim à greve na instituição, e, em seguida, aguardar as pendências da Federação que seriam acrescida ao acordo.

A Assembleia específica do Banpará está marcada para às 17h na sede do Sindicato dos Bancários localizado na rua 28 de setembro, nº 1210, entre Doca e Quintino, no bairro do Umarizal.

As reivindicações dos bancários

Reajuste salarial de 16%. (Incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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