A Secretaria de Estado Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) realizou nesta segunda-feira, 22, em Parauapebas, a abertura do segundo módulo do programa Territórios com Mineração, realizado em convênio com a Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Núcleo de Meio Ambiente (Numa). A programação, que contou com a presença de jornalistas da TV Cultura do Pará e Rádio Cultura, além de repórteres das revistas Mineração e Sustentabilidade e Notícias de Mineração, iniciou com uma palestra do secretário de Desenvolvimento do município, Wander Nepomuceno.

Nepomuceno foi um dos primeiros geólogos a ir a Carajás depois da descoberta da maior jazida de ferro do mundo. Mineiro de nascença, ele adotou o Pará como sua terra há mais de 34 anos. Hoje, como secretário, fez um relato emocionado e ao mesmo tempo técnico da trajetória de Parauapebas. “Para o futuro não precisamos pensar em quando a mina vai acabar, mas em quanto vamos produzir de conhecimento e tecnologia com os recursos da mineração, para o bem-estar da nossa população”, disse ele a uma plateia de mais de 50 alunos.

A palestra do secretário ocupou todo o espaço da manhã. À tarde, o professor doutor João Márcio Palheta, geógrafo com várias pesquisas, artigos e livros sobre o tema, iniciou o curso sobre Desenvolvimento Socioeconômico de Territórios Mineradores. “Um dos grandes desafios dos municípios de base mineradora é administrar os recursos e controlar o grande fluxo migratório que vem para a região na esperança de um novo emprego”, disse ele.

Para o prefeito Valmir Mariano, empresário bem-sucedido na região, o desafio está no descompasso entre a velocidade do crescimento da cidade e o timing da máquina estatal. “Precisamos dar respostas muito rápidas ao crescimento da cidade e nem sempre a máquina responde na mesma velocidade”, disse ele. Na entrada da cidade, uma faixa avisa: “Parauapebas em obras”.

A cidade tem várias vias em construção, shoppings, lojas de departamentos, distrito industrial, etc. Recentemente adquiriu um terreno para a construção de uma cidade universitária e por dentro de seu território está sendo construída a ferrovia que vai escoar a produção da mina S11D, na vizinha Canãa dos Carajás, onde a Vale investe US$ 19,99 bilhões na extração de ferro.

Nepomuceno parabenizou a iniciativa da Seicom. “Só peço uma coisa a vocês, não parem!”. Entusiasta da educação, o secretário é também um grande defensor da mineração como meio de desenvolvimento.

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