Os visitantes das unidades de conservação que formam o Mosaico de Carajás, no Pará, vão contar, nos próximos dias, com o apoio de monitores voluntários nas suas incursões pela floresta. Além de conduzirem os turistas, os monitores vão atuar como educadores ambientais, transmitindo informações sobre os ecossistemas e as UCs e estimulando as pessoas a terem uma visão crítica a respeito da proteção do meio ambiente.

Os primeiros 15 monitores, entre eles, estudantes universitários e técnicos, foram capacitados e estão aptos a conduzir visitantes em todos os pontos turísticos e educacionais das unidades de conservação locais, com destaque para as florestas nacionais (Flonas) de Carajás e Tapirapé-Aquiri e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé-gelado.

A terceira e última fase do curso de formação ocorreu entre os dias 4 e 7, em Marabá (PA). O programa é resultado de parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Núcleo de Educação Ambiental de Marabá (Neam) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

O processo de formação contou com três fases, desde a teoria em sala de aula até a prática em campo, onde os futuros monitores tiveram contato com o ambiente de canga e demais particularidades locais (cavernas, trilhas e cachoeiras) da Floresta Nacional de Carajás.

A Flona do Tapirapé-Aquiri, em Marabá, que oferece diversos atrativos para a prática do ecoturismo e educação ambiental, também entrou na rota de opções a serem visitadas e os monitores puderam conhecer todos esses pontos para posteriormente os utilizarem em práticas de caráter ambiental, formando uma nova consciência naqueles que estiverem sendo conduzidos por eles, sejam crianças ou adultos.

O processo de formação e capacitação foi orientado pelo professor José Pedro Martins, coordenador do Neam, e a professora Cristiane Cunha, ambos da Unifesspa, juntamente com o apoio da professora Maria Antônia, da rede municipal de ensino de Marabá. Eles repassaram aos monitores todas as informações técnicas sobre o meio ambiente local, sua exploração mineral e a tentativa de conciliação com a conservação ambiental.

Os monitores foram capacitados durante visitas técnicas também realizadas à APA do Igarapé-gelado, onde puderam conhecer a produção orgânica e sustentável das comunidades locais instaladas dentro da unidade de conservação, com destaque para os sistemas agroflorestais e o cultivo de hortas familiares, bem como a produção de açaí, cupuaçu e demais espécies frutíferas em harmonia com a conservação do solo e dos recursos hídricos locais.

De acordo com o monitor voluntário e graduando de engenharia ambiental, José Fernandes de Oliveira, o curso de formação atendeu as suas expectativas quanto ao conteúdo e as experiências e aprendizagens adquiridas. Segundo ele, tudo que foi assimilado durante as fases da formação poderá ser compartilhado com os visitantes, contribuindo para a disseminação da educação ambiental para toda a sociedade.

Dessa forma, após o término desta terceira e última etapa, os monitores já estão aptos a receber visitantes de Marabá em caráter experimental com o acompanhamento de técnicos do ICMBio e dos professores responsáveis pelas turmas. Em alguns meses, eles estarão totalmente responsáveis pela condução e formação de novos pensadores críticos ambientais, que é a principal função do programa.

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