Royalty de Parauapebas cai, mas de Marabá e Canaã sobem

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Foram disponibilizados neste sábado (5) dois dados importantes e que dizem respeito às finanças de municípios como Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás. Um deles é a cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) ou simplesmente royalty de mineração. O valor caiu na conta-corrente das prefeituras na manhã de hoje, creditado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Enquanto o repasse de Parauapebas em março caiu 11% em relação ao recebido em fevereiro, o de Marabá subiu 98% e é o segundo maior montante da história daquele município. O de Canaã também aumentou 286%.
Em números, Parauapebas recebeu na conta R$ 17,82 milhões (contra R$ 20,04 milhões em fevereiro); Marabá recebeu R$ 5,78 milhões (ante R$ 2,9 milhões em fevereiro); e Canaã viu na conta R$ 2,93 milhões (contra R$ 760 mil em fevereiro).
Com a queda no preço do cobre, Canaã dos Carajás, onde está instalada a mina do Sossego, perdeu o posto de terceiro maior recolhedor de royalty do Pará. Em seu lugar, entrou Paragominas. Marabá, que também turbina sua conta amparada no cobre, não sentiu tanto o efeito da queda do preço porque sua produção foi ampliada com a operação da segunda etapa da mina do Salobo.
Parauapebas, que extrai minérios de ferro e manganês, vai enfrentar substancial diminuição nos valores da Cfem nos próximos meses, apesar da recente e gradativa alta no preço do minério de ferro. Ocorre que, segundo analistas, o aumento do preço não se sustentará e voltará a cair com força total. Para piorar, o dólar já não está conseguindo se equilibrar acima dos R$ 4 – eis o problema: as exportações de minério, que não vão tão bem, são feitas em dólar, mas os royalties, pagos em real.

BALANÇA COMERCIAL

O resultado da Balança Comercial por Município, para o mês de fevereiro, foi divulgado hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e revela que Parauapebas teve perdas de 39% em fevereiro deste ano em relação ao mesmo período de 2015. No mês passado, Parauapebas exportou 246,6 milhões de dólares, muito menos que os 403,6 milhões negociados em fevereiro do ano passado.
A China, principal consumidora do minério de ferro local, reduziu o consumo em 20%. A desaceleração, lenta e gradual, da economia chinesa tem causado impactos nas indústrias de aço daquele país, que tem passado a consumir o principal produto parauapebense com parcimônia.
É uma situação tão drástica que Parauapebas – o maior exportador do país entre 2011 e 2015 – agora ocupa a oitava colocação e, se continuar como tal, terminará o ano na décima posição. Até o município paraense de Barcarena está em vias de ultrapassar Parauapebas, que, ainda assim, continua com o cetro de maior superávit (quando o saldo das exportações é maior que o das importações) do Brasil.
Marabá, grande exportador de cobre, carnes, manganês, barras de aço e ferro fundido, é o 33º maior exportador da Balança Comercial, que este ano, até o momento, tem 1.918 municípios potenciais. De Marabá para o mundo foram vendidos 97 milhões de dólares em fevereiro. Alemães, suecos e poloneses são os principais compradores das commodities de lá.
Já o município de Canaã dos Carajás, que negocia cobre em concentrado, é o município de número 97 na lista dos exportadores. Seu produto é muito valorizado por chineses, finlandeses e búlgaros, que consumiram 39,9 milhões de dólares. No entanto, de fevereiro do ano passado para fevereiro deste ano, as exportações de Canaã caíram pela metade.
Com o startup do projeto de minério de ferro S11D, Canaã dos Carajás deverá entrar para o “top 5” dos maiores exportadores do país.

Fonte: André Santos

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