PROMOTOR HÉLIO RUBENS E PREFEITO CHAMONZINHO INTERMEDIARAM NEGOCIAÇÕES DO MOVIMENTO COM GOVERNO DO ESTADO

Foram mais de 30 horas de fechamento de umas das principais rodovias do Pará, inciativa necessária segundo membro do movimento Só quero trabalhar. O fim do bloqueio aconteceu depois que o promotor de justiça Dr. Hélio Rubens entrou em contato com o Secretário de Estado de Meio Ambiente e junto com membros do movimento e o prefeito Wenderson Chamon entraram em um acordo.

Depois do diálogo com o secretário de meio ambiente do Estado, Luiz Fernandes chegamos ao entendimento que a secretaria terá um prazo de 15 dias para dar uma resposta decisiva sobre a liberação da Licença Ambiental, da qual cremos que por tudo que foi deliberado será positiva e nem cogitamos que não seja a que anseiam os trabalhadores” disse o promotor.

Para o prefeito de Curionópolis a liberação dessa licença é de extrema necessidade tanto para os trabalhadores, quanto para o município como um todo: “É uma cadeia em que com a parada do projeto, perdem os funcionários, perde o comercio local e consequentemente perdem todos da comunidade”, disse o prefeito que ainda afirmou que vai continuar acompanhando o processo até que a licença seja realmente liberada uma vez que é o representante legal do município e, portanto independente de partidarismo defende a cidade.

Josafá Vieira um dos membros do movimento comemorou a conquista, mas afirmou: “Estamos por hora, satisfeito com a resposta do Governo do Estado e cremos que nesses 15 dias essa licença será liberada e em breve o projeto voltará à ativa. E mesmo não acreditando na hipótese disso não acontecer, caso aconteça de não sair à licença vamos nos manifestar novamente porque precisamos ser ouvidos e assistidos pelas autoridades”.

VALE – A empresa agora deve se movimentar para dar andamento no projeto, é possível que na próxima semana promotor, prefeito e Curionópolis, secretário da SEMA e a empresa Vale sentem em reunião para deliberar sobre o retorno das atividades do projeto. Uma expectativa tanto do movimento que se manifestou como de todo município.

METABASE – A despeito de tudo que foi feito o Sindicato Metabase Carajás não apoiou diretamente o movimento, e se manifestou apenas na assinatura da redução salarial para 50%, ação que é feita mediante Acordo Coletivo. Mesmo sendo uma entidade filiada a Central Única dos Trabalhadores que geralmente se manifesta diretamente em ações de defesa dos trabalhadores, o Metabase nem se quer mandou representante para acompanhar o movimento.

A magistrada Priscila Mamede nos recomendou procurar um intermediador nas negociações e chegou a cogitar o Metabase, quando procuramos o Sindicato ouvimos apenas que eles não tinham como mediar às negociações, e nosso ultimo recurso foi acionar o Ministério Público que prontamente nos atendeu através do Dr. Hélio Rubens”, contou um membro do momento.

O IMPASSE – O impasse da liberação da licença dura quase cinco meses. A primeira medida da Vale depois de ter negada a licença foi dar férias coletivas, no mês passado chegou a se cogitar a liberação da licença, o que não aconteceu e nesse mês a Vale resolveu dar a Licença Remunerada de 50% dos salários dos trabalhadores. Com todo esse impasse um grupo de funcionários se mobilizou realizou reuniões e divulgou em rádios e jornais e ainda sim não teve sucesso na tentativa de chamar atenção do Governo do Estado.

Na segunda-feira dia 14 o grupo se reuniu no Teatro com várias entidades de classe e moradores do município decidindo pelo fechamento da Rodovia, e primeiro fizeram um passeata pelas ruas da cidade. Já no dia 15 quando assinaram o Acordo Coletivo seguiram todos para PA-275 onde iniciaram o protesto por volta das dez da manhã encerrando na noite desta quarta-feira dia 16.

Fonte : Reporter 30

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