Parauapebas é um dos município do estado com maior casos confirmados de dengue, chikungunya e zika

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Dados do quarto Informe Epidemiológico de 2017 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Vigilância em Saúde, apontam queda de 66% nos casos de dengue no Pará em relação ao mesmo período do ano passado.

Os novos números foram divulgados nesta terça-feira (28) e aponta os dez municípios que tiveram casos confirmados de dengue: Parauapebas (173), Marabá (127), Anapu (106), Tucumã (88), Ourilândia do Norte (57), Novo Repartimento (54), Tucuruí (51), Redenção (41), Novo Progresso (40) e Xinguara (35).

Os dez municípios com mais registros confirmados de febre chikungunya foram Xinguara (306), Parauapebas (139), Jacundá (122), Canaã dos Carajás (81), Belém (72), Novo Repartimento (72), Rio Maria (57), Marituba (51), Tucumã (37) e Marabá (28).

Casos confirmados de zika foram registrados em Ourilândia do Norte (27), Canaã dos Carajás (19), Rio Maria (09), Eldorado dos Carajás (06), Curionópolis (03), Jacundá (03), Ananindeua (02), Belém (02), Marituba (02) e São Domingos do Araguaia (02).

Em todo o Estado, não houve registro de mortes por dengue e zika este ano e nem em 2016, mas a Sespa orienta que as Secretarias Municipais de Saúde informem no período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas. A execução de ações contra as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é de competência dos municípios, que devem cumprir metas, entre as quais se recomenda a estabilidade de agentes de controle de endemias capacitados para fazer visitas domiciliares.

Febre amarela – Em 2017, há quatro casos de óbito-registro por febre amarela no Pará. Um garoto de 11 anos, que residia no município de Alenquer e estava internado no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), um rapaz de 27 anos que morava em Monte Alegre, que já estava sendo investigado há cerca de um mês pelo Instituto Evandro Chagas e agora mais dois casos: um menino de 10 anos e um jovem de 23, que estavam internados no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA).

Combate ao mosquito – O plano emergencial contra a febre amarela no oeste do Pará prossegue durante esta semana nos municípios de Rurópolis, Óbidos, Oriximiná, Curuá, Alenquer e Monte Alegre, localizados na área endêmica, onde foram registradas mortes de macacos neste ano. Faz parte desse plano a cessão de um helicóptero do Estado e de um avião do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) para atender eventuais chamadas e urgências. O objetivo é garantir a vacina para as comunidades da zona rural, a fim de combater a febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, zika e febre chikungunya.

Além da vacinação, as equipes orientam a população sobre a necessidade de combater o mosquito. Os cuidados são os mesmos tomados na zona urbana, como evitar o acúmulo de água parada. Nas áreas de floresta, no entanto, o desafio é ainda maior. Por isso, além de orientar moradores, os agentes de saúde da Sespa reforçam a preparação dos profissionais dos municípios para enfrentar o problema.

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