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Mineradora Vale pode deixar de pagar PLR aos empregados em 2016
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Mineradora Vale pode deixar de pagar PLR aos empregados em 2016 

Empregados da Vale podem não receber a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente a este ano, em 2016, uma vez que com a queda no preço das commodities a empresa não deve atingir a geração de caixa mínima que serve como gatilho para a distribuição da participação. A mineradora não confirmou o corte, porém, informa que a apuração da PLR só será feita em fevereiro do ano que vem.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias de prospecção, pesquisa e extração de minérios do Rio de Janeiro (Sindimina-RJ), um dos 13 sindicatos que representam os trabalhadores da Vale, até 2013, a PLR era calculada com base em metas individuais, de equipes e da empresa e partir de 2014 foi criado um gatilho que considera o fluxo de caixa operacional da companhia e o gasto em investimentos correntes, ou seja, investimentos para manter o nível de produção nas unidades em operação.

Com a queda no preço das matérias-primas, especialmente a do minério de ferro, a expectativa é que o gatilho não seja atingido. “Se seguida a fórmula à risca, não haverá distribuição de PLR. Mas vamos negociar com a empresa. Os funcionários já contam com essa remuneração, e a PLR é um diferencial da Vale no setor”, disse Iran Santos, presidente do Sindimina-RJ.

Caso isso aconteça, será a primeira vez que a empresa terá deixado de pagar o bônus aos empregados. Em 31 de dezembro de 2014, a Vale provisionou US$ 502 milhões para pagamento da PLR em 2015, mas não confirmou se o valor foi desembolsado.

O clima entre funcionários, especialmente da área administrativa, é de apreensão. Eles votaram contra a mudança na fórmula da PLR, pois já esperavam oscilação maior nas cotações internacionais. Na ocasião, a maioria dos empregados foi favorável à mudança, que incluía também alteração no teto do número de salários que a empresa paga a título de PLR de seis para sete.

Também há incerteza quanto ao reajuste salarial e pela primeira vez desde 2004, os empregados vão chegar à data base do dissídio, 1º de novembro, sem um acordo fechado. A primeira rodada de negociações será em 27 de outubro, em Belo Horizonte. Os sindicatos propuseram aumento real de 5%, além da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumula alta de 9,9% em 12 meses encerrados em setembro. A Vale não revelou sua proposta.

Na quinta-feira (15), a mineradora disse que seu Conselho de Administração aprovou a redução do pagamento da segunda parcela de dividendos aos acionistas em US$ 500 milhões. Com isso, a empresa pagará US$ 1,5 bilhão em dividendos no ano, ante o pagamento de US$ 2 bilhões previstos em janeiro.

Fonte: Conecta Carajas

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