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Metade das cidades do Pará tem doenças por falta de saneamento

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em dados oficiais mostra que 75 dos 144 municípios do Pará, o correspondente a 52% das cidades, registraram doenças relacionadas à falta de saneamento básico, em 2017. Os números revelam que apenas 9% da população paraense têm acesso à rede de coleta de esgoto, patamar bem inferior à média nacional de pouco mais de 50%.

Entre as doenças com maior incidência estão diarreia, verminose, dengue, zika e chikungunya. Entre os municípios paraenses, só 42 têm plano de saneamento. A diarreia está presente em 60 cidades paraenses. Já as verminoses atingem a população de 52 localidades na região, assim como a Dengue, presente em 59.

Os indicadores estão abaixo da média nacional, mas o Pará já apresenta experiências bem-sucedidas de municípios em parcerias com a iniciativa privada, que somam 12 no estado. Segundo a CNI, em Novo Progresso, a concessão já investe quatro vezes mais, por habitante, em serviços de saneamento em comparação com o que é investido no Estado. Até 2021, o setor privado prevê investimentos de R$ 113 milhões no Estado, segundo o estudo.

TRATA BRASIL

O Estado já vem sendo mostrado negativamente pela falta de investimentos em saneamento. Em relatório publicado no mês de abril, o Instituto Trata Brasil revelou que o Pará mantém três municípios entre as dez piores cidades acima de 100 mil habitantes no campo do saneamento básico do Brasil, em um ranking entre os 100 maiores municípios do País: Ananindeua (99ª), Belém (98ª) e Santarém (97ª).




Só a capital despencou oito posições no ranking, se tornando a terceira pior do Brasil. Sem tratamento, sem coleta de lixo, sem cuidados básicos com o que corre abaixo do solo e que ninguém vê, Belém é uma das lanternas em três quesitos que compõem o saneamento básico: no atendimento em água tratada para a população, no acesso de serviço de coleta de lixo e no indicador de tratamento de esgoto.

NACIONAL

Hoje (7), a CNI realizará o Seminário Saneamento 2019-2022 para discutir propostas e caminhos para investimentos na redução do atraso no setor e cumprir, o quanto antes, as metas de universalização dos serviços de água e esgoto. O evento será organizado em parceria com a Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), a Associação Brasileira das Infraestrutura e da Indústria de Base (ABDIB) e a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM).

Para as entidades, o saneamento básico precisa estar entre as prioridades do governo eleito, como agenda tanto da área de infraestrutura como de saúde pública. A CNI considera que a gestão de companhias pelo setor privado levará mais investimentos, melhorará a qualidade da água e expandirá as redes de esgoto nas pequenas e médias cidades. De acordo com os dados mais atuais, apenas 51,9% da população dispõem de serviço de coleta de esgoto e menos da metade do que é produzido recebe tratamento.

(Diário do Pará)




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