Justiça determina fim da greve dos professores em Parauapebas

0
2160

Com cerca de 90% das escolas municipais e estaduais em greve deflagrada pela subsede local do Sindicado dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) na última quinta-feira (03), o Desembargador do Tribunal de Justiça do Pará, Roberto Gonçalves de Moura lotado atualmente na 8ª Vara de Família da Capital decretou abusiva a greve dos servidores no município de Parauapebas.

O documento expedido pelo desembargador torna réu o sindicato, que tem um prazo de 24 horas para voltarem as atividades normais após mais de 14 dias de paralisações nas escolas da cidade.

Durante esse período de greve, a subsede local do Sindicado dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) tem realizado várias ações que fogem da legalidade e prejudicam os estudantes da educação pública.

Os grevistas já tinham impedido a entrada dos alunos que ainda não tinham aderido a greve em algumas escolas, além de terem promovido uma ação totalmente injustificável: atearam fogo em pneus na entrada da garagem em que ficam os ônibus do transporte escolar municipal e outros veículos que atendem à Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Confira a decisão: 0803685-88.2018.8.14.0000 – decisão

Segundo a Semed, a frota de ônibus do transporte escolar foi recebida no início da gestão totalmente sucateada, tendo sido recuperada a duras penas para realizar o atendimento aos alunos. A ação protagonizada na garagem gerou prejuízos diretos não só aos alunos que necessitam do transporte escolar, mas também inviabilizou toda a logística da Semed, prejudicando setores que prestam serviços de manutenção nas escolas e fazem a distribuição da merenda escolar, principalmente na zona rural do município.

A postura dos professores tem revoltado pais e alunos. Muitos reclamam de que o transporte escolar não tem circulado e que os filhos estão indo à escola e voltando porque a entrada nos estabelecimentos está sendo barrada. Na rede estadual, os alunos estão divulgando vídeos nas redes sociais pedindo o retorno das aulas, como é o caso da aluna Thallita Santos, do 3º ano da Escola Estadual de Ensino Médio Marluce Massariol. “Eu não quero greve. Eu quero aula”, clama a estudante, que planeja se preparar para enfrentar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (Rodrigo Melo da Agrevista)

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.