Impulsionado por Parauapebas, indústria do Pará cresce 10,5% em um ano

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Impulsionado pelo crescimento na extração de minério de ferro, a indústria paraense destacou-se pelo alto crescimento tanto na comparação com novembro do ano passado (10,7%), quanto no acumulado do ano (10,5%), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Pará também superou o crescimento da produção industrial nacional (0,2%), com uma alta de 1,1% na comparação de novembro com outubro de 2017, após avançar em setembro (1,8%) e recuar em outubro (-1,0%).

Ao todo, oito dos 14 locais pesquisados mostraram taxas positivas na passagem do mês. Os avanços mais acentuados foram no Espírito Santo (5,8%), Bahia (3,5%), Pernambuco (2,6%)e Minas Gerais. Rio Grande do Sul (1,4%), Pará, São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro de 2017. Por outro lado, os resultados negativos mais intensos nesse mês foram no Amazonas (-3,7%), Rio de Janeiro (-2,9%), e Ceará (-2,3%). As demais taxas negativas foram no Paraná (-0,9%), Goiás (-0,6%) e Santa Catarina (-0,1%).

Na comparação com igual mês de 2016, a indústria nacional mostrou crescimento de 4,7% em novembro de 2017, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Goiás (17,0%) e Pará (10,7%) assinalaram as expansões mais intensas, enquanto Rio Grande do Sul (-0,2%) apontou o único recuo no período. No acumulado do período janeiro-novembro de 2017, frente a igual período do ano anterior, houve altas em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para o avanço de dois dígitos no Pará (10,5%). Bem depois, surge Paraná (4,8%), Goiás (4,6%), Mato Grosso (4,5%), Santa Catarina (4,5%), Rio de Janeiro (3,9%), Amazonas (3,2%), São Paulo (3,0%) e Ceará (2,4%), que registraram crescimento acima da média da indústria nacional (2,3%). Já a Bahia (-2,7%) apontou o recuo mais intenso no índice acumulado no ano.

O Pará também foi o principal destaque na análise do acumulado dos últimos doze meses. A alta de 10,6% foi bem superior ao crescimento do segundo colocado, Paraná (4,9%), e quase cinco vezes acima da alta nacional: 2,2%. Bahia (-3,2%) e Região Nordeste (-0,5%) foram os únicos a registrarem margens negativas no mesmo período. Com esse índice, a indústria do Pará alcançou o ponto mais elevado em sua série histórica, ficando 36,4% acima da média de 2012 (base igual a 100%).

“Os resultados da atividade industrial do Pará, em qualquer comparação, são amplamente positivos”, revela o gerente da pesquisa, André Macedo. O pesquisador explica que a extração do minério de ferro (bruto ou beneficiado) tem grande importância na estrutura industrial do Pará. “Essa atividade responde por cerca de 77% do total da indústria local e é impulsionada, em grande parte, pelo aumento das exportações”, esclarece.

Atividades

De acordo com a pesquisa do IBGE, a indústria paraense avançou 10,7% em novembro de 2017 na comparação com novembro de 2016, com apenas três dos sete setores investigados assinalando aumento na produção. O principal impacto positivo veio da atividade de indústrias extrativas (13,9%), impulsionada, especialmente, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiados.

Em contrapartida, as principais influências negativas vieram dos ramos de produtos alimentícios (-13,3%) e de produtos minerais não-metálicos (-21,9%), pressionados, em grande medida, pela menor beneficiamento de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e óleo de dendê em bruto; e de cimentos “Portland”, respectivamente.

Nos onze meses de 2017, a indústria do Pará cresceu 10,5%, com apenas dois dos sete setores investigados mostrando aumento na produção. A principal contribuição positiva sobre o total da indústria foi observada na atividade de indústrias extrativas (13,7%), impulsionada, principalmente, pela maior extração de minérios de ferro em bruto ou beneficiados.

Por outro lado, as influências negativas mais relevantes vieram dos setores de produtos de minerais não-metálicos (-22,2%) e de produtos alimentícios (-5,3%), pressionados, principalmente, pela menor produção de cimentos “Portland”; e de carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e óleo de dendê em bruto, respectivamente.

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