A Vale manteve a proposta anterior e elevou o abono salarial para R$ 3.560, mas ainda sem oferecer reajuste salarial e da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Os sindicalistas reprovaram a proposta. A mineradora se reuniu mais uma vez, nos últimos dias 17 e 18, com representantes da Unidade Sindical dos Trabalhadores da Vale, composto por quatro sindicatos, para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016.

Os sindicatos pedem, entre outros itens, ganho real de 5% acrescido de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado em 10,1%, de novembro de 2014 a outubro deste ano. As reuniões desta semana marcaram a quarta rodada de negociação entre mineradora e sindicatos.

A Vale ainda não marcou uma nova data para voltar a discutir o acordo coletivo. A assessoria de imprensa da mineradora tem a política de não comentar sobre negociações em andamento com sindicatos.

O Metabase criticou a proposta da Vale e disse que os números oferecidos “rebaixam o salário e aumentam o custo de vida do trabalhador”. As solicitações dos sindicatos incluem também um aumento no cartão-alimentação de R$ 620 para R$ 1.067.

A Vale não ofereceu reajuste e propôs o pagamento de 13ª e 14ª parcelas do cartão-alimentação fixada em R$ 620, sendo a última em dinheiro; R$ 3.560 de abono; e aumento na coparticipação da Assistência Médica Supletiva (AMS), que é o plano de saúde do trabalhador, de 5% para quem ganha até R$ 3.016 e de 10% para empregados que ganham mais do que esse valor.

“O que nós, do sindicato, estamos achando é que a proposta da Vale é de rebaixar o salário do trabalhador em 10,33%, que é a inflação, aumentar o custo com AMS, aumentar o custo com alimentação, porque querem manter o valor do cartão-alimentação, aumentar custo com a educação, devido à limitação no reembolso. Isso é uma proposta de rebaixar o salário”, afirmou o sindicalista.

Roberto disse também foi proposta pela mineradora uma alteração nos reembolsos escolares, que são de 60%, para apenas cursos que sejam voltados para as atividades da Vale. A mineradora também restringiu, na AMS, um máximo de quatro implantes odontológicos por ano e reembolso de aparelhos ortodônticos somente para trabalhadores com até 25 anos.

A proposta total da Vale, segundo o sindicalista, é de R$ 6 mil, levando em conta os R$ 1.240 das duas parcelas extras do cartão-alimentação; R$ 1.200 do aumento da coparticipação na AMS; e R$ 3.560 de abono.

“Nós estamos tendo dificuldade. Uma empresa que propõe não corrigir as perdas, propõe rebaixamento de salário e, com certeza, o valor oferecido do abono é irrisório com a perda que o trabalhador vai ter”, disse o vice-presidente do Metabase.

Roberto caracterizou a proposta feita pela mineradora como um “remédio amargo que nós já provamos e não gostamos”. Ele diz que em 1998 e 1999, foi aceita uma oferta de 0% de reajuste salarial e inflação, mas com abono. “Foi uma perda que nunca mais recuperamos”, disse.

O sindicalista disse que aguarda um posicionamento da mineradora para agendar a próxima mesa de negociações. Os trabalhadores da Vale são representados por dois grupos: Renovação, que tem sete sindicatos, e União Sindical dos Trabalhadores da Vale. Esse é último é formado pelo Metabase de Itabira, Sindicato dos Ferroviários de Vitória-Minas, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem) e pelo Sindmina do Rio de Janeiro.

Comentários

2 COMENTÁRIOS

  1. pra mim o sindicados tem que ouvir também os funcionário da empresa, não só fica falando que não aceita a proposta a Vale. nos como fazemos parte da empresa também nossa opinião.
    eles ficam so de blablar

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