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Homem monta grupo de bolão na Mega, não leva prêmio, mas sofre ameaças




Às vésperas do Réveillon, Alan Cleberton Pereira de Jesus, 39, decidiu tentar a sorte grande. Assim como milhares de sonhadores país afora, o educador físico resolveu arriscar na Mega-Sena da Virada na esperança de se tornar o mais novo milionário de 2019.



Dono de uma academia no interior da Bahia, sugeriu a alunos e funcionários que fechassem um bolão. Entraram no rateio 89 pessoas. Noite de 31 de dezembro, é chegada a hora do sorteio. E os números foram: 05 – 10 – 12 – 18 – 25 – 33.

Das 52 apostas que acertaram as seis dezenas acima, três foram feitas na cidade de Alan, a pequena Euclides da Cunha, município com 60 mil habitantes situado a cerca de 600 km de Salvador.O valor da recompensa? Nada menos que R$ 5.818.007,36. A lotérica Boa Sorte foi apelidada agora de “pé quente”. Dois vencedores já foram retirar os prêmios.

Alan e seu grupo de apostadores figuraram entre os sortudos, mas não levaram o prêmio principal. O bolão organizado pelo educador físico e sua trupe, na verdade, faturou a quadra. Ninguém acreditou.

“O bolão da academia Eron Fitness não ganhou na Mega da Virada. Foram 89 apostadores. Cada um pagou R$ 20. Fizemos uma quadra, ganhamos o valor de R$ 240,17. Vamos continuar trabalhando. Quem sabe da próxima não seremos vencedores de verdade?”, afirmou Alan.




Ele disse ter mandado todos os comprovantes dos jogos aos participantes via WhatsApp. Em vão. Desde que o burburinho sobre os “novos milionários” se espalhou por aquelas cercanias, passou a ser visto como um “trapaceiro”.

O educador físico diz ter sido alvo de ameaças e, “temendo por sua integridade física”, registrou um B.O. (Boletim de Ocorrência) em 4 de janeiro.

Apesar de formalizar a ocorrência policial, Alan diz que as ameaças não cessaram, que continua a receber ligações de “gente perguntando pelo dinheiro”.

“Infelizmente, mesmo após o esclarecimento sobre o resultado, algumas pessoas continuam afirmando que o bolão foi premiado e imputando falsamente a nós que realizamos o bolão um crime: ficar com o dinheiro e não repassar. Isso é grave e não pode passar despercebido. Estamos com a nossa consciência tranquila sobre o resultado do bolão e temos como provar. Mas algumas pessoas, sem qualquer prova, insistem em nos caluniar”, escreveu Alan em um comunicado nas redes sociais nesta sexta-feira (11).

“A alternativa que nos resta é o oferecimento de uma queixa-crime, para processar aqueles que insistem em afirmar que nós não repassamos o dinheiro de um suposto prêmio, que mais uma vez afirmamos, não ocorreu”, acrescentou.

“Tem pessoas que não nasceram pra ser ricas porque são pobres de espírito”, escreveu Alan. Mesmo sob desconfiança de alguns, ele diz que continua dando aulas na academia normalmente.




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