Tão logo correu a notícia de que facções criminosas se enfrentavam dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRAlt) na manhã da segunda-feira, 29, a equipe da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) no município se mobilizou no atendimento aos familiares dos detentos.

Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e técnicos estão com um posto de atendimento montado em frente ao Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” durante todos os dias de trabalho de reconhecimento dos 58 corpos – já tendo sido liberados quase a metade desses. Mas a atuação foi iniciada ainda em frente ao próprio presídio, quando foram anunciados aos familiares os nomes das vítimas.

“São situações para as quais não existe um preparo, então nada mais justo do que a gente se mobilizar nesse apoio”, explica a enfermeira Gelma Silva, que junto com a colega Suelen Machado, também profissional de Enfermagem, coordena os atendimentos. A procura mais comum é relacionada ao aumento ou queda da pressão arterial, além de desmaios e também para atendimento psicológico. Os atendidos também recebem água e frutas enquanto aguardam.

Como há familiares dos mortos morando em outros municípios, a Sespa solicitou apoio para assistência aos envolvidos também em outras cidades. Aos que conseguiram se deslocar para Altamira em busca de notícia de algum parente envolvido no ocorrido, a Secretaria oferece encaminhamento a casas de apoio.