A Glencore informou nesta quarta-feira (10), em Londres, que considera o desinvestimento em projetos de níquel devido ao cenário de preços baixos das commodities. As possíveis vendas incluem o projeto de níquel e cobalto Araguaia, no Pará, que pertencia à Xstrata.

O projeto de níquel e cobalto laterítico Araguaia, em Conceição do Araguaia (PA), tem recursos medidos e indicados de 105 milhões de toneladas com teor de 1,33% de níquel. Os recursos inferidos são de 18 milhões de toneladas com teor de 1,3% de níquel.

As informações são de apresentação para investidores em evento realizado hoje em Londres. O objetivo da Glencore com as vendas é aumentar o retorno para seus acionistas.

Araguaia pertencia à Xstrata e foi herdado pela Glencore com a fusão entre as empresas, concluída em maio do ano passado, que formou uma das maiores mineradoras do mundo. Hoje, a Glencore tem um valor de mercado de US$ 63,68 bilhões.

De acordo com a apresentação para investidores da Glencore, as minas subterrâneas de Prospero e Cosmos, na Austrália, que estão paralisadas e em manutenção, também integram a lista de ativos que podem ser desinvestidos.

A Glencore também pretende vender o projeto de níquel e cobalto laterítico Sipilou, na Costa do Marfim. O ativo é uma joint venture entre a Glencore e a Sodemi, com 94% de participação da mineradora suíça, que serão reduzidos para 85% com a obtenção da concessão de lavra.

Ao mesmo tempo em que avalia o desinvestimento em ativos de níquel e cobalto, a Glencore estuda sua grande nova aquisição após a fusão com a Xstrata. Segundo investidores, uma fusão entre a terceira maior mineradora do mundo e a Rio Tinto, segundo maior, está próxima.

Neste ano, o CEO da Rio, Sam Walsh, chegou a recusar uma proposta de US$ 160 bilhões feita pela Glencore. Após a recusa, o CEO da Glencore, Ivan Glasenberg disse que a empresa não tinha mais interesse na fusão. No entanto, investidores dizem que o negócio deve se concretizar. Com informações da Reuters.