Nos ultimos dias, Parauapebas está praticamente irrespirável, devido à fumaça que toma conta de toda a atmosfera da cidade. E enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) procura os focos de queimada, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama não deram qualquer satisfação à comunidade local e tampouco apontaram iniciativas que possam indicar uma saída para essa situação.

Quem anda por Parauapebas, percebe o quanto o problema se alastra por toda a cidade. As visões mais aterradoras são dos bairros Cidade Jardim, Nova Carajás e Beira Rio. Não é possível mais ver o horizonte. Só se vê fumaça.

A foto acima, que ilustra essa matéria, foi registrada às 13h30 de Quinta-Feira (03), no Bairro Beira Rio, quando o sol deveria estar a pino, mas ele mal aparece na imagem. Já no mapa abaixo, extraído do site do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta terça-feira (1º), revela – em cor vermelha – que a fumaça se alastra por quase todo o Pará.

A capital paraense, por exemplo, amanheceu tomada pela fumaça nesta terça. Nas ruas, como aqui, parecia neblina, mas os moradores reclamavam do cheiro forte, alguns relataram que os olhos ardem com a fumaça. Segundo o Corpo de Bombeiros, a fumaça estaria sendo causada devido vários focos de incêndios na Grande Belém.

Queimadas – De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento na Amazônia Legal aumentou 16% no período de agosto de 2014 a julho deste ano. Ao todo, foram derrubados 5.831 quilômetros km² de floresta, enquanto na análise 2013-2014 a derrubada havia sido de 5.012 km².

Segundo os dados do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe, o desmatamento com grandes extensões voltou a aparecer. O pior é que esse avanço do arco do chamado desmatamento ocorre justamente quando aumentaram também os recursos destinados a combater a prática. No período – teoricamente – foram investidos R$ 220 milhões do governo federal para que os Estados da região aplicassem na gestão ambiental.