Ferrovia Paraense desperta interesse de investidores

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Nas últimas semanas, o projeto da Ferrovia Paraense, que busca integrar ainda mais o Pará, reforçar a logística com foco no desenvolvimento do Estado, foi objeto da atenção de investidores e representantes do poder público de sete países, como China, Japão, Argélia, Coreia do Sul, Noruega, Itália e Rússia, que manifestaram interesse no projeto, seja por meio de financiamento, assessoramento ou participação direta na construção.

Em Brasília,o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, recebeu uma comitiva paraense e conheceu o projeto da ferrovia. No encontro, Jinzhang garantiu apoio para que projeto da ferrovia faça parte dos 30 projetos que o governo chinês financiará no Brasil, investindo cerca de U$ 20 bilhões, sendo até US$ 15 bilhões de capital chinês e até US$ 5 bilhões brasileiro.

O embaixador chinês reconheceu que não conhecia o projeto da Ferrovia, mas ao ler um resumo sobre ele, entregue pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, se disse “entusiasmado com a ideia”. “Conhecia apenas os projetos das ferrovias Norte-Sul, Ferrogrão e Leste-Oeste, mas ao conhecer o da Ferrovia Paraense,  vejo que eles se completam”, disse o embaixador.

“O Pará é um gigante na produção de minérios, tendo ainda grande capacidade de produzir alimentos, possui boa hidrologia, muitos rios e tem todas as condições de crescer ainda mais com a construção dessa ferrovia, escoando não só sua produção, mas a de outras regiões do Brasil”, completou Li Jinzhang.

Já o embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Jeang-gwan Lee, conheceu o projeto no último dia 8. “Não consigo imaginar a não participação da Coréia em um projeto como esse, de tal magnitude e importância”, disse o embaixador aos representantes do Pará, durante encontro na embaixada do país, em Brasília.

Em uma pequena península de pouco mais de 100 mil km², os coreanos fazem um enorme investimento em linhas férreas, se especializando principalmente no transporte de passageiros. No Brasil, a Coréia do Sul já tem projetos nas áreas de tecnologia, como o Centro de Cooperação em Tecnologia da Informação e Comunicação (CCTIC), localizado no município mineiro de Santa Rita do Sapucaí, e uma usina siderúrgica em Pecém, no estado do Ceará.

Na área de transportes, os coreanos chegaram a participar de projetos para a construção de um TAV (Trem de Alta Velocidade) na região sudeste do Brasil, mas a ideia não teve continuidade. “Vemos que o projeto da Ferrovia no Pará é diferente”, disse o embaixador. “É bem estruturado, bem pensado em muito importante sob vários aspectos”, afirmou Jeang-gwan. “O governo do Pará se antecipou, garantindo licenciamentos e, o principal, cargas de grãos e minérios, que tornarão a ferrovia economicamente viável”, concluiu.

O apoio dos russos pode vir por meio da estatal RZD, uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, com 1,2 milhão de funcionários, 85.500 mil km de malha ferroviária – uma das maiores do planeta – responsável por 3,6% do PIB russo, controle de 80% do transporte de passageiros e 82% do transporte de cargas no país. Por ano, a RZD transporta aproximadamente 1,3 bilhão de passageiros e 1,3 bilhão de toneladas de cargas. A empresa possui em torno de 20 mil locomotivas, 25 mil vagões de passageiros e 650 mil vagões de cargas.

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