Nenhum lugar brasileiro cresce tanto na balança comercial quanto Canaã dos Carajás. O município, que tomou o título de crescimento pertencente a Marabá, saiu do 98º lugar em dezembro de 2016 para assumir, em janeiro deste ano, a 13ª colocação, um magistral avanço de 85 posições financiado por uma sigla composta por uma dupla de letras e de números: S11D. Esse é o nome do projeto da multinacional Vale no município, especificamente na Serra Sul de Carajás.


Com 215,2 milhões de dólares exportados em janeiro, ante apenas 59,78 milhões de dólares no mesmo período do ano passado, Canaã adicionou 213,5 milhões de dólares em saldo, o maior de sua história desde que passou a ser exportador, em 2004, e o 6º melhor do Brasil. Foram 179 milhões de dólares em minério de ferro e 36,2 milhões em cobre. Para se ter ideia, o volume de produção de minério de ferro saltou de 264,4 mil toneladas em janeiro de 2017 para 3,86 milhões de toneladas em janeiro de 2018, um inigualável crescimento de 1.360%.


“Canaã vai seguir crescendo na balança comercial por conta do avanço da produção física em S11D, que só em 2020 deve atingir a meta inicial prevista de 90 milhões de toneladas de minério de ferro. Então, podemos esperar vê-lo encostando-se em Parauapebas nos próximos dois anos e entre os cinco municípios que mais exportam no país”, projeta o engenheiro de minas Artur Alves, presidente da Assopem.

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