Febre amarela matou cinco no Pará em 2017

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A região oeste do Pará registrou a morte de cinco pessoas entre janeiro a novembro de 2017 em razão de febre amarela, segundo o balanço da 9ª Regional da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa). Conforme a secretaria, foram nove casos confirmados da doença. De novembro de 2017 até janeiro deste ano, nenhum caso foi registrado.

O balanço mostra que, em Alenquer, três pessoas morreram vítimas de febre amarela. Outras duas mortes foram registradas em Monte Alegre e Aveiro. Quatro casos confirmados foram registrados em Juruti, Alenquer, Oriximiná e Monte Alegre. Os pacientes foram internados, medicados e receberam alta meses depois. Um caso suspeito em Itaituba foi descartado.

De acordo com a Sespa, todos os municípios do oeste paraense tiveram reforço na cobertura vacinal, principalmente nas regiões onde macacos foram encontrados mortos. Em 2017, foram mais de 200 registros de animais mortos. Alguns morreram após ficarem doentes. Ao menos dois macacos encontrados na região da Curuá-Una estavam com a doença.

Apesar de não haver registro de febre amarela na região, a Sespa informou que as vacinas estão disponíveis em todos os postos de saúde para quem tiver interesse em se imunizar contra a doença e demais doenças tropicais. A prioridade é para pessoas que moram na zona rural e para quem vai viajar para as regiões endêmicas.

Deve tomar a vacina todo morador de município com o vírus circulando ou visitante desses lugares, 10 dias antes de viajar. Grávidas, crianças com menos de seis meses de idade, alérgicos a ovos e pessoas que vivem em áreas sem alto risco do vírus não devem tomar a vacina. Pessoas com mais de 60 anos devem consultar um médico antes de se vacinar.

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo mosquito aedes aegypti, ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelos mosquitos haemagogus e sabethe, que vivem nas matas e na beira dos rios.

A doença é considerada aguda e hemorrágica e recebe este nome pois causa amarelidão do corpo (icterícia), febre alta e hemorragia em diversos graus. Não pode tomar remédios a base de ácido acetilsalicílico. O vírus é tropical e mais comum na América do Sul e na África. A maioria das pessoas não apresenta sintomas e evolui para a cura

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