Com os números alarmantes dos casos de leshimanose visceral que tem ocorrido em Parauapebas nos últimos dias, a AAPAMA – Associação dos Amigos e Protetores dos Animais e do Meio Ambiente enviou à Câmara Municipal manifesto público no qual pede com urgência a construção do CCZ – Centro de Controle de Zoonozes.
De acordo com Byancka D’Lavor, presidente da AAPAMA, não se pode esperar que o caso se agrave e venha a se tornar um surto da doença, assim como está ocorrendo no município vizinho, Marabá. Ela esteve na sessão da Câmara Municipal de Parauapebas, onde, acompanhada de diversos membros e simpatizantes se manifestou com cartazes e faixas pedindo solução para o problema. “Desde o início desta entidade temos lutado muito em defesa destes animais que encontramos pelas ruas. Mas agora é diferente, pois temos este possível surto de leshimaniose no Município não dá mais para esperar”, alerta Byanca, lembrando que já houve o projeto da construção do CCZ, porém nunca foi retomado.
Byanka lembra que em Marabá o alerta também foi dado, porém como nada foi feito a situação se agravou; e alerta que caso o poder público não tome as devidas providências, em Parauapebas também o número de casos poderá evoluir.
O manifesto foi lido pelo 1º secretário da mesa diretora da Câmara Municipal de Parauapebas,  e inicia mensurando que, há mais de 6 anos fala de algo essencial para o debate sobre a Saúde Pública em nossa cidade: a criação de um Centro de Controle de Zoonoses responsável e seguro para os animais.
Ainda que de acordo com um levantamento feito pelo Departamento de Vigilância Ambiental, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, ainda no ano de 2011, Parauapebas teria cerca de 218.104 habitantes e 26.831 animais domésticos, sendo 16.999 cães e 9.832 gatos. Isso há 6 anos atrás. Hoje todos esses números são muito maiores.
Em abril de 2017 o vereador Braz, indicou a retomada das obras do CCZ, através da proposição 078/2017, pois havia um contrato vigente e já havia sido pago R$ 188 mil a empresa ganhadora, mas informações dão conta que a Prefeitura não renovou o referido contrato.
A população de animais domésticos em nossa cidade (sem contar os abandonados nas ruas) representa mais de 12% da quantidade de humanos. Se contássemos os de rua, os números seriam astronomicamente maiores.
Um ponto em destaque no manifesto afirma que: “Há quem não se importa com animal algum. Há até aqueles que inexplicavelmente odeiam os animais. Mas uma coisa é certa. Não importa o quanto gostam ou não dos animais, cuidar da saúde deles é essencial para a sobrevivência humana. Pois eles podem ser portadores e/ou transmissores de doenças como raiva, leptospirose, toxoplasmose, histoplasmose e leishmaniose. Todas essas enfermidades podem atingir os humanos, chagando, até mesmo a causar mortes”.
A AAPAMA ainda cobra que é dever do Poder Público cuidar da saúde da população. E nesse caso, compete ao executivo tomar a iniciativa de construir um Centro de Controle de Zoonoses em Parauapebas. Da mesma forma compete ao legislativo cobrar que o executivo realmente faça o que deve ser feito. Os vereadores devem defender o interesse da população. Também é papel do Ministério Público tomar medidas jurídicas que forcem a administração municipal a construir este centro de zoonoses.

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