Engenheiro de Parauapebas já transformou mais de 4 toneladas de resíduos em adubo orgânico

0
548

Uma gestão eficiente dos resíduos urbanos é estratégia mais do que fundamental para proporcionar a destinação ambientalmente adequada para os milhões de toneladas de resíduos sólidos que são gerados diariamente nas cidades brasileiras. Pensando nisso, o engenheiro ambiental e consultor ambiental Dianes G. Marcelino, já transformou mais de 4 toneladas de resíduos orgânicos em adubo, impedindo que esses resíduos fossem dispostos no aterro de Parauapebas.

Segundo o engenheiro, é papel de cada cidadão cuidar bem dos resíduos que são gerados em suas residências e atividades comerciais, separando tudo aquilo que possa ser reutilizado ou reciclado. “As pessoas tem a ilusão de que ao dispor os resíduos para coleta pública estarão livres de possíveis problemas ambientais que possam surgir a partir do descarte desses materiais. Entretanto, muitos dos resíduos descartados ainda têm um alto valor agregado, principalmente os orgânicos, e destiná-los ao aterro da cidade só contribui para que possíveis impactos ambientais possam surgir. É preciso promover a reciclagem desses materiais através da compostagem”, afirma o engenheiro.

Os resíduos orgânicos processados são provenientes de algumas residências, supermercados e serralherias da região de entorno onde. De acordo com Marcelino, “toda essa quantidade de resíduos processada só foi possível devido à conscientização e participação por parte do comércio e da população local. Algumas atividades comerciais, como supermercados e serralherias, têm exatamente como problema ambiental a destinação dos seus resíduos, que geralmente são produzidos em grandes quantidades. Então, através de parcerias, conseguimos fechar essa cadeia, evitando que uma grande quantidade de resíduos fosse encaminhada para o aterro da cidade”.

De acordo como o engenheiro, o processo de compostagem utilizado é bastante simples. “Existem diferentes formas de fazer compostagem. Tenho reproduzido um método desenvolvido pelo departamento de Engenharia Rural da Universidade Federal de Santa Catarina por ser um modelo simples e de fácil operação, não havendo maiores exigências quanto ao uso de equipamentos. O resultado final do processo é um composto orgânico estável, rico em macro e micronutrientes, água e microrganismos que são benéficos para o desenvolvimento de qualquer planta”, explica Marcelino.

Além desta iniciativa, em seu blog pessoal Natureza e Conservação, Marcelino compartilha diversas outras publicações relacionadas à conservação da natureza com muitas informações e dicas importantes.

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui