Em um ano, mais de 20 mil paraenses cancelaram planos de saúde

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Se o paraense conseguia driblar os reflexos da crise econômica cortando apenas o consumo supérfluo, agora o cenário requer atitudes mais incisivas para dar conta do orçamento. Uma delas tem sido abrir mão do plano de saúde. Cerca de 21 mil pessoas ficaram sem a proteção da assistência médica particular ao longo do último ano, o que corresponde a quase 57 planos encerrados por dia, de acordo com levantamento feito com base nos dados oficiais da Agência Nacional de Saúde (ANS).

A baixa representa 2,6% do total de clientes no Estado, que hoje soma 792.165 beneficiários (apenas 10,13% da população). A queda foi a 5ª maior dentre as 14 unidades da Federação que apresentaram decréscimo de beneficiários no mesmo período. No geral, o mercado brasileiro apresentou uma redução de 465.476 beneficiários (-0,97%) entre outubro de 2016 e outubro de 2017.

No entanto, o cenário já aponta sinais de recuperação, uma vez que no mês passado o número total de beneficiários de planos médico-hospitalares teve um incremento de 84.098 (+0,17%) em relação ao mês de setembro, totalizando 47.399.495 usuários. No Pará, também foi observado uma leve alta de 1.037 planos novos (+0,13%) entre setembro e outubro, interrompendo oito meses seguidos de recuos mensais.

Ao longo de 2017, o número de beneficiários paraenses variou bastante. Entre janeiro e março, o cenário foi de alta, chegando a pouco mais de 807 mil pessoas. Depois, os planos de saúde entraram em ritmo de queda acentuada atingindo em setembro 791.128 clientes, o menor registro desde o início da série histórica, em janeiro 2012.

Os dados se referem tanto para quem tinha plano individual, e que agora não consegue mais pagar – entre os meses de outubro de 2016 e de 2017 os gastos com planos de saúde aumentaram 13,62% na Grande Belém, dez vezes mais que inflação oficial de 1,32% no mesmo período -, como para quem ficou desempregado e acabou perdendo também o plano conveniado pela empresa.

É nesse último grupo, inclusive, onde está concentrada a maior perda de beneficiários no Estado. Segundo os números oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nessa semana, o Estado acumula o fechamento de 18.046 postos de trabalho – 271.198 demissões e 253.152 admissões – nos últimos 12 meses (entre outubro de 2016 e outubro de 2017). Em todo o País, o acumulado dos 12 meses aponta 294.305 empregos a menos.

 

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