Com 13 votos a favor e apenas um contra, a subcomissão do CÓDIGO DE ÉTICA declarou inocente a vereadora Francisca Ciza (DEM). A vereadora foi denunciada pelo crime de improbidade administrativa e segundo o denunciante ela recebia dois salários do município: Um como servidora da câmara e outro como professora. O problema é que, segundo o denunciante, ela assinava a folha de ponto na escola, sem dar as aulas.

Porém a Comissão de Ética juntou provas e ouviu todos os envolvidos dando a entender que não passava de mal entendido e perseguição política; já que o denunciante nem trabalha no mesmo horário que a denunciada.

O extenso relatório demorou pelo menos 90 minutos para ser lido, e no qual o relator, Marcelo Parceirinho, detalhou todo o ocorrido, desde a denúncia, depoimentos da acusação e também da defesa; e nestes dava a entender que não havia culpabilidade na servidora pública.

Ao final, dado o voto do relator, O presidente da subcomissão, vereador Horácio Martins, leu a decisão final e pôs em discussão para todo o plenário se manifestar; e em seguida pôs em votação, quando apenas a vereadora Joelma Leite (PSD), votou contra a decisão da comissão em inocentar a colega de parlamento.

Durante o período em que estava sendo investigada, a vereadora Francisca Ciza continuou com sua rotina normal comparecendo e contribuindo nas sessões. “Mantive segura de que não cometi nenhum crime. Nestes mais de trinta anos que moro nesta cidade sempre contribuí para que as coisas certas fossem implantadas e não seria agora que o povo me escolheu para representa-los como fiscal da gestão pública que irei decepciona-los”, afirmou Francisca Ciza à nossa equipe de reportagens.

Ainda segundo a vereadora, seu foco está em prosseguir seu mandato propondo melhorias para o bem comum. E cita a criação do Banco de Leite Humano, proposto na sessão de terça-feira, 8. E conta que, além de propor o importante serviço, está correndo atrás de agilizar formas e recursos para que breve se consuma.

Sobre a denúncia –   A vereadora Francisca Ciza foi eleita pelo Democratas e na Câmara de Parauapebas assume o lugar de segunda secretária na mesa diretora e passou a integrar o CONSELHO DE ÉTICA DA CASA; onde agora é denunciada pelo crime de improbidade administrativa e segundo o denunciante ela recebia dois salários do município: Um como servidora da câmara e outro como professora. O problema é que ela assinava a folha de ponto na escola, sem dar as aulas.

Para agravar ainda mais a situação da denunciada, agora está sendo investigada pela Promotoria de Justiça por suspeita de informação falsa em documento público. Um desses documentos é a folha de ponto de uma escola municipal. Nela, a assinatura de Francisca aparece confirmando que a citada trabalhou todos os dias úteis de março de uma às três da tarde.

Quanto ao acúmulo das duas funções não representaria nenhum problema, pois para isso existe até uma Lei Municipal que a ampara, mas o problema será a SERVIDORA COMPROVAR que é capaz de desempenhar a DUPLA FUNÇÃO e assim poder receber legalmente do que tem por direito como vereadora, cerca de R$ 20 mil por mês, entre salário e gratificações; no entanto quando está prestando serviços ao legislativo não poderia estar em sala de aula.

E foi aí que surgiram os embaraços na vida da servidora, pois, conforme mostra o relatório do Portal da Transparência da Câmara de Parauapebas, no período de 22 a 24 de março Francisca viajou para Brasília para participar de reuniões no IBAMA e recebeu R$ 2.500 em diárias. No dia 25, no retorno a Parauapebas, ela pernoitou em Marabá e recebeu mais R$ 400, em cujas datas estão assinadas na folha de ponto da escola.

A denúncia chegou às mãos do promotor de Justiça Hélio Rubens que diz entender como uma nítida divergência e contradição que aponta para existência de um crime e ato de improbidade administrativa, já que a servidora estaria recebendo sem prestar serviço para o poder púbico. (Francesco Costa/ da redação)

 

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