Em Redenção Coronel da Polícia Militar desarma delegado da Polícia Civil

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O fato acabou indo parar na delegacia, segundo o coronel, o Delegado aproveitou o tumulto e fugiu

O fato aconteceu na madrugada do ultimo domingo (6) em frente a uma boate no centro da cidade. Após um disparo de arma de fogo em via pública, o tenente coronel da policia militar e comandante da 7º Batalhão em Redenção Márcio Raiol – com o apoio de dois soldados desarmaram o autor do disparo e outra pessoa que estava com ele. Minutos depois foi percebido que se tratava de um delegado da comarca de Curionópolis, por nome de Heitor Guimarães e de um escrivão que lhe acompanhava por nome de Danilo, ambos da Polícia Civil.

            De acordo com o registrado na delegacia pelo tenente Márcio, ele estava próximo à boate quando percebeu o disparo e que em seguida avistou o homem ainda com arma na mão apontada para cima, na companhia de outra pessoa. O coronel disse que ainda tentou dialogar com o atirador, pedindo para ele não fazer isso.

            O Policial Militar disse que foi até o seu carro buscar sua arma e que quando retornou, dois soldados PM já faziam a abordagem. Ainda segundo Raiol, o rapaz que acompanhava o homem que atirou entregou sua arma e depois se apresentou como escrivão de polícia com o nome de Danilo; já o homem que disparou o tiro, apresentando sinais de que havia bebido, se apresentou como o delegado Heitor Guimarães, mas se negou de entregar sua arma, e que devido à recusa foi necessário imobilizá-lo para pegar a arma, relatou o Coronel Márcio.

            O clima ficou mais tenso quando uma viatura da Policia Civil chegou ao local com dois investigadores da PC de Redenção. Segundo Raiol, os investigadores queriam que as armas do escrivão e do delegado fossem devolvidas, o que não foi aceito por ele, que disse que as mesmas seriam entregues de oficio e que todos deveriam ir para delegacia. “Neste o momento o delegado aproveitou a distração e empreendeu fuga”, disse Raiol. O fato foi registrado na delegacia pelo Delegado Alécio Neto, e as armas foram entregues de oficio posteriormente.

            Nossa reportagem tentou ouvir a versão do delegado Heitor, mas o mesmo não foi encontrado. O delegado superintendente da Policia Civil, Antônio Miranda – disse que um inquérito foi aberto e que o fato será apurado.

            Uma fonte dentro da delegacia disse que o delegado Heitor, afirma que atirou para afugentar um homem que tentava roubar seu carro, que inclusive o vidro do automóvel foi quebrado.  O coronel Márcio Raiol, disse que não viu nada de vidro quebrada e que esta versão não é verdadeira. “Ele agora pode estar inventando essa história para se justificar”, disse Raiou.

Fonte: T1

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