Apesar de toda a repercussão e ajuda de dezenas de pessoas no caso da égua abandonada após a Cavalgada da FAP 2018, o animal não resistiu e acabou morrendo alguns dias após ser recolhido pelo proprietário.

Entenda o caso:

Uma égua prenha foi abandonada após a Cavalgada da Feira Agropecuária de Parauapebas nas margens da Avenida Liberdade, próximo ao Hipersena, o caso repercutiu nas redes sociais e em sites e blogs de todo o estado, apesar disto o SIPRODUZ – Sindicato dos Produtores Rurais, organizado do evento, não se comoveu e nem enviou se quer um veterinário para prestar socorros ao animal.

Durante a madrugada por intermedio da APAMA, o veterinário, Carlos da clinica 4 Patas, prestou o atendimento voluntariamente. Com o animal já reabilitado, o proprietário da mesma aparece e diz que o animal havia sido emprestado pelo seu neto a um amigo.

Apesar do animal está aparentemente bem, não resistiu e faleceu, deixando claro a necessidade de que o Siproduz reveja a forma de se realizar a Cavalgada da Fap no próximo ano.

O Sindicato recebeu duras críticas, com razão, diante da situação de abandono do animal doente, bem como de não ter participado do auxílio médico da égua doente no último final de semana, quando a Cavalgada foi realizada.

A Associação dos Amigos e Protetores dos Animais e do Meio Ambiente – APAMA emitiu uma nota de pesar sobre o ocorrido e solicita um debate e reformulação sobre eventos de cavalgada e vaquejadas. Confira a nota na integra;

É com imenso pesar que comunicamos o falecimento da égua grávida que sucumbiu a exaustação no último evento da cavalgada.

Mesmo com toda a nossa prestação de socorro e aparente melhora, infelizmente ela não conseguiu suportar tamanho sofrimento.

Nossos corações estão partidos e nossas almas sagram por ela e por todos os animais que sofrem diariamente o seu uso irresponsável.

Por isso, reiteramos a urgente necessidade de um debate coletivo junto à todos os órgãos competentes no que diz respeito aos direitos dos animais e o seu uso recreativo em eventos como rodeios e cavalgadas, para assim evitarmos que casos tristes como este não aconteçam mais. AAPAMA ONG

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