Pará soma 5.465 casos de aids em 3 anos e Parauapebas está entre os municípios com maior numero de diagnósticos

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Um casal com 70 e 75 anos de idade diagnosticado mais recentemente com o vírus HIV, em Belém, chamou a atenção para os números do problema. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), de 2012 até 6 de junho de 2016, do total de 5.465 casos investigados de aids adulto ocorridos no Pará, 214 são de pessoas que têm entre 60 e 80 anos. Dos 214 casos, 12 foram diagnosticados em 2016. Já a faixa etária dos 13 aos 18 anos soma 162 casos. Dos 19 aos 59 anos, são 5.089 casos.

Os números do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) do Ministério da Saúde, mostram, ainda, que os dez municípios que mais se destacam no Estado são Belém (998 casos, sendo 687 são homens e 311 mulheres), Ananindeua (514), Santarém (474), Parauapebas (270), Castanhal (255), Marabá (178), Redenção (149), Marituba (137), Paragominas (125) e Itaituba (122).

Deborah Crespo, coordenadora estadual de DST/Aids, disse ontem que, em 2016, um dos 12 casos ocorreu com uma pessoa com mais de 80 anos. “A presença da doença na população com mais idade é também observada no mundo todo, porque temos um controle melhor com a medicação. Infelizmente, ainda é pouco frequente a realização da testagem das doenças sexualmente transmissíveis, em especial o HIV, pelos idosos”.

“O que temos hoje é uma testagem mais ampla e o diagnóstico nesse público pode ser encontrado em situações de pessoas que estão com quadro de infecção respiratória, tuberculose, pneumonia ou uma deficiência imunológica. Embora haja certa resistência de muitos idosos, além do uso do preservativo, é importante que todos façam a testagem do HIV e, assim, poder detectar o HIV em seu parceiro ou parceira. Isso ocorre não somente nas relações estáveis como naquelas pessoas que têm parceiros não fixos”, orientou.

No entanto, ela ressalta que a faixa etária que mais tem confirmação do diagnóstico ainda é a população jovem, principalmente os que estão na faixa de reprodução sexual, na qual se destacam as mulheres no período gestacional. “São elas que mais fazem a testagem para o HIV e têm maior frequência do diagnóstico, então, são as que têm maior aceitação à realização de exames e prevenção”, explicou.

Deborah Crespo alerta que isso não quer dizer que a doença não acometa outras faixas etárias. “O que precisamos é sensibilizar a população da importância de fazer o teste, para verificar logo o problema, iniciar tratamento e garantir qualidade de vida, evitando com que o vírus não destrua a defesa do organismo”, esclarece.

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