Desocupação da Praça dos Metais é concluída

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O que agora fica à vista é o Monumento construído na gestão do então prefeito Chico das Cortinas, no período de 1992 a 1996, que na Praça dos Metais era escondido pela poluição visual imposta pelos feirantes em barracas nada estilosas, desde o ano de 2005.

Agora com a remoção das tais, ocorrida no dia 18, a população pode ver o imenso espaço que, apesar de dilapidado pela ação do tempo e de quem o usava, é um logradouro que pode ser moldado para vários fins. Dilapidado também foi o nome do local que, devido ao grande número de pessoas alcoólatras que permanecem pela área, passou a ser achincalha por “pé inchado”.

Deu trabalho, mas depois de várias tentativas adiadas o local foi desocupado tendo, inclusive sido também removido os grandes galpões que durante muitos anos abrigou a Feira do Produtor. Para isso foi travada uma verdadeira “guerra” de negociações entre autoridades ligadas à Prefeitura Municipal de Parauapebas, Câmara de Vereadores, Poder Judiciário, Ministério Público e representantes de classes; mas como resultado foram desocupadas a Praça dos Metais e da antiga Feira do Produtor.

De acordo com, Chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Urbanismo (SEMURB), Jair Diogo, na área será construída uma grande praça multifuncional que abrigará eventos, playground, pista para caminhada, academia ao ar livre, espaço para esportes diversos etc.

No local ainda se vê os escombros das demolições que estão sendo removidos, em ritmo acelerado, por trabalhadores da SEMURB. Porem uma edificação no encontro das Ruas 14, 15 e A não foi demolida, por tratar-se de área pertencente a uma cooperativa de transportes de passageiros sendo uma espécie de ponto de apoio rodoviário; e de acordo com informações não oficiais no local deverá ser construído de forma mais moderna uma lanchonete que continuará sendo destinada ao mesmo fim, já que não se trata de área da Praça dos Metais.

Um barraco construído em madeira ainda está em local de destaque na área da Praça dos Metais; trata-se de um feirante que não aceitou a desocupação voluntária e alega querer indenização pelo “investimento” feito por ele. O Juiz Líbio Moura e representante do MP estiveram no local para tentar que o homem ceda de forma pacífica, mas ele ainda permanece no local.

Outra área que ainda será desocupada nos próximos dias é a ocupada pelos restaurantes “costa pra rua”, cujos operadores serão removidos para o Mercado Municipal do bairro Rio Verde onde vários boxes estão à disposição para abriga-los. Alguns ambulantes que comercializam utilidades como, por exemplo, óculos, eletrônicos etc., mas também aguardam local para se instalarem nos próximos dias. “A a ação foi realizada com sucesso e com isso quem ganha é a população”, afirmou Wanterlor Bandeira, Chefe de Gabinete do prefeito de Parauapebas Valmir Mariano (PSD).

Grande mediador da readequação da área através da desocupação da mesma, o juiz Líbio Moura comentou nas redes sócias: “Estamos concluindo o processo sem nenhuma prisão, sem confusão, sem PM. Dia 18 de dezembro de 2015 é mais um dia histórico para Parauapebas. Mais um exemplo que a união resolve. Que somos nós quem resolvemos nossas pendências e os poderes tem que estar unidos para resolver problemas e não cria-los”.

Entenda o caso – A operação para desocupação da área teve início no dia 16 de novembro quando os feirantes foram notificados sobre o prazo previsto para a ação quando deveriam se decidir entre os dois espaços oferecidos a eles para a remoção: o Mercado Municipal do bairro Rio Verde e o CAP (Centro de Abastecimento de Parauapebas). Ambos os espaços receberam melhorias e adequações.

O CAP (Centro de Abastecimento de Parauapebas) recebeu 60 feirantes foram construídos 10 boxes para abatedouro e comercialização de aves; os demais, comerciantes de roupas, foram remanejados para o Mercado Municipal do bairro Rio.

Francesco Costa- Da redação

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