Diante de manifestações em redes sociais de que o coronavírus chegou a Parauapebas, a prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde (Semsa), esclarece que não há motivos para a população se preocupar. Isso porque se trata de fake news que agora circula nas redes sociais, em ato irresponsável de quem procura causar pânico na cidade.

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A arte compartilhada na Internet diz que casos de coronavírus estão sob investigação em Parauapebas, quando, na verdade, o município não tem uma única suspeita. A imagem usada na fake news é do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o que não pode ser evitado pela secretaria.

A Semsa trabalha com transparência e toda e qualquer confirmação é feita após análise pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), situado na capital, Belém, que é o único órgão responsável pela análise das amostras, cujo resultado leva de 10 a 15 dias para ser emitido.

A Prefeitura de Parauapebas condena a mentira espalhada no município sobre um assunto tão sério, que tem preocupado os governantes e a população de todo o País e que precisa ser tratado com responsabilidade e muitos esclarecimentos, para não criar medo entre as pessoas.

Parauapebas não é o único município brasileiro atingido por fake news sobre o coronavírus. E a disseminação dessa mentira tem sido tão grande que o Ministério da Saúde criou um selo específico para alertar os brasileiros sobre as falsas notícias sobre a doença.

Portanto, fique atento e desconfie. Todos precisam combater as fakes news!

O que é o coronavírus

O novo coronavírus, chamado de nCoV-2019, foi descoberto no fim de dezembro de 2019 após ter casos registrados na China. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 14,5 mil casos registrados em 18 países, com 305 mortes, o que mobilizou organismos internacionais e a comunidade científica na busca por respostas sobre prevenção, transmissão e tratamento desse novo tipo de coronavírus.

Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), identificada em 2012.

Sintomas

Os sintomas mais comuns entre os pacientes hospitalizados foram febre, tosse e falta de ar. Dores musculares e de cabeça, bem como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados.

Detecção do vírus

Para avaliar se é um caso de coronavírus, o profissional de saúde deverá coletar duas amostras respiratórias. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

As amostras devem ser encaminhadas com urgência para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) para o chamado exame de exclusão. Pelo protocolo adotado pelas organizações de saúde, em caso de resultados negativos desses exames as amostras seguem para os laboratórios de referência para realização de análise de metagenômica, que identificará ou não o novo coronavírus. Se for identificado um caso mais simples, como por exemplo, Influenza B, o caso é logo descartado.

Os laboratórios de referência nacional são: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-RJ), Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará.

Acompanhe a atualização diária dos casos confirmados e suspeitos de Coronavírus pelo mundo. Plataforma IVIS – Ministério da Saúde